Você já os viu quebrados ? É a Ruína que vem se alastrando pelo território.
Não há cura, eles dizem. Alguns, poucos, rezam para um salvador imaginário enquanto outros aproveitam da tragédia para satisfazer sua fome por carnificina. Aquelas antigas tabuletas com regras se perdeu no tempo e hoje não existe apenas um que se apega as regras morais.
É a Ruína que vem se alastrando pelo território, você vê. Os pais, sem a menor culpa, devoram a carne juvenil de suas crianças para ter mais dois minutos de vida e os animais, após anos de injustiça, revidam contra seus malfeitores humanos. Nesse mundo de Ruína, são eles que abatem os humanos para ter uma refeição, não que isso os ajude, suas vidas não são mais longas do que de suas prezas, mas morrem com um gosto doce em seus corações hediondos. Neste caos repleto de insanidade, até mesmo as bactérias cresceram e lutam contra a morte certa.
Inutilidades. A Ruína trouxe a inutilidade para o ‘significado da vida’, pois a morte nunca fora tão próxima e certa.
domingo, 29 de novembro de 2009
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Song With No Name
Tão quente. Tão quente quanto ontem e o amanhã será. Que tempo horrendo nos viemos terminar, até mesmo na mais tardia madrugada o calor ainda tão incansavelmente persistente e, não, não há maneiras realmente funcionais de se livrar desta tormenta.
Ele acelera o carro sem excesso, confia na potência do motor por debaixo do capô fosco e sabe que não é necessário forçá-lo para atingir a velocidade desejada, passa a marcha com cuidado, pois ela é delicada e completamente desorganizada. O ar condicionado está ligado no ponto exato do clima de seu conforto: gélido.
Pouco tempo de direção e ele chega ao local de seu desejo. Está escuro e vazio, como de costume. Apenas o som das ondas se quebrando ao longe domina. Ele liga o som ( Pink Floyd ) e sai do carro inconformado com o calor horrível que faz lá fora.
Primeiro caminha até a margem pequena e fita o horizonte escuro por um tempo. Retorna para o carro, senta no capô fosco, acende um Hollywood e pega seu celular.
Ao terminar de discar, “Hey”, ele diz para quem atendeu.
Ele acelera o carro sem excesso, confia na potência do motor por debaixo do capô fosco e sabe que não é necessário forçá-lo para atingir a velocidade desejada, passa a marcha com cuidado, pois ela é delicada e completamente desorganizada. O ar condicionado está ligado no ponto exato do clima de seu conforto: gélido.
Pouco tempo de direção e ele chega ao local de seu desejo. Está escuro e vazio, como de costume. Apenas o som das ondas se quebrando ao longe domina. Ele liga o som ( Pink Floyd ) e sai do carro inconformado com o calor horrível que faz lá fora.
Primeiro caminha até a margem pequena e fita o horizonte escuro por um tempo. Retorna para o carro, senta no capô fosco, acende um Hollywood e pega seu celular.
Ao terminar de discar, “Hey”, ele diz para quem atendeu.
domingo, 22 de novembro de 2009
If You
Hoje não chovia tanto quanto ontem, mas ainda assim o barulho das gotas batendo contra os vidros do ônibus eram reconfortantes, a sua maneira.
Ela parecia afogada em desolação enquanto seus olhos se fixavam no nada que ia passando lá fora, seus pensamentos não passavam de um sopro humano dentro de um furacão. Os cabelos castanhos e lisos balançavam suavemente a cada freada do pesado ônibus.
As pessoas subiam e desciam, mas para ela tudo era a mesma coisa, tanto os bancos vazios ou os cheios não passavam histórias que não poderiam ser ouvidas por estranhos feios ou bonitos.
Seu ponto nunca chegava. Era um caminho longo e tedioso ( Sem contar turbulento ) até a outra cidade, felizmente ela tinha a rara virtude da paciência e já estava até certo ponto acostumada com aquela viagem.
Ah ! Mais dentro do silêncio de sua mente, bem lá no fundo, ela começa a escutar uma suave música vindo de algum lugar escondido.
“Hey”, diz ela ao atender seu celular.
Ela parecia afogada em desolação enquanto seus olhos se fixavam no nada que ia passando lá fora, seus pensamentos não passavam de um sopro humano dentro de um furacão. Os cabelos castanhos e lisos balançavam suavemente a cada freada do pesado ônibus.
As pessoas subiam e desciam, mas para ela tudo era a mesma coisa, tanto os bancos vazios ou os cheios não passavam histórias que não poderiam ser ouvidas por estranhos feios ou bonitos.
Seu ponto nunca chegava. Era um caminho longo e tedioso ( Sem contar turbulento ) até a outra cidade, felizmente ela tinha a rara virtude da paciência e já estava até certo ponto acostumada com aquela viagem.
Ah ! Mais dentro do silêncio de sua mente, bem lá no fundo, ela começa a escutar uma suave música vindo de algum lugar escondido.
“Hey”, diz ela ao atender seu celular.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Aquele que caminha pelos esgotos.
Eles me dizem para buscar uma luz
para me expor ao sol
por onde eu rastejo não tem um feixe
nem mesmo vindo de uma longínqua canção
Aquele que uso de rascunho
tão imundo e imperfeito
se parece com meus sonhos despedaçados
em giz de cera e carvão quebradiço
As marcas de meus passos
minha história difamada por lama
um falso orgulho engolido como cacos de vidros
esse se parece mais comigo
Eles me dizem que eu poderia brilhar
se estivesse abaixo da luz
meus olhos ainda são frágeis
minhas pernas bambas
Talvez eu me arriscasse a ir para luz
para relevar meus sonhos quebrados
e minhas fraquezas tão claras
mas minhas palavras não alcançam mais você
Por mais sujas que estejam minhas cartas
tão sem sentido meus sentimentos
para você minhas palavras são apenas rabiscos
em um papel de jornal seco.
para me expor ao sol
por onde eu rastejo não tem um feixe
nem mesmo vindo de uma longínqua canção
Aquele que uso de rascunho
tão imundo e imperfeito
se parece com meus sonhos despedaçados
em giz de cera e carvão quebradiço
As marcas de meus passos
minha história difamada por lama
um falso orgulho engolido como cacos de vidros
esse se parece mais comigo
Eles me dizem que eu poderia brilhar
se estivesse abaixo da luz
meus olhos ainda são frágeis
minhas pernas bambas
Talvez eu me arriscasse a ir para luz
para relevar meus sonhos quebrados
e minhas fraquezas tão claras
mas minhas palavras não alcançam mais você
Por mais sujas que estejam minhas cartas
tão sem sentido meus sentimentos
para você minhas palavras são apenas rabiscos
em um papel de jornal seco.
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