“Carregue-me para a praia e me enterre na areia.”
É assim que o chão sob meus pés irão desaparecer ? A idéia de fazer alguém voar por si só já parece ser loucura, mas existe loucos para ( quase ) tudo nesse universo, assim creio. E o que os insanos não dariam para fazer voar aquela especial ? Ora, pergunte a um amante do simples e ele lhe dará uma resposta justa, já se perguntar ao amante do impossível, teorias irão adentrar em sua conversa e logo irá perder o ânimo para o assunto. O importante fato que não deixa de existir nas teorias dentro da espiral que vivemos é que sempre envolve um beijo. Simples e ao mesmo tempo complexo, insignificativo e ao mesmo tempo importante. Entre dois apaixonados, mesmo estando cansados ( até mesmo enjoados ) ainda há aquele momento inesperado, quando um beijo trocado querendo expressar o coração faz o chão sob seus pés serem banidos por alguns instantes, faz com que os sons a seu redor virem poeira e aos poucos se apaguem. E ali, aquele movimento complexo de mandíbulas, línguas e mãos se torna algo raro e só apreciado por poucos. O beijo verdadeiro, aquele com a vontade do coração de ambos os lados. É raro, não é ?
Então me diga. Nós ainda nós fazemos voar ?
*Nota pessoal: Essa música PRECISA estar tocando na hora de minha morte.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Fairy Tale
- Você ainda pensa em mim como um monstro ?
- ... Eu nunca pensei em você assim.
- Mentira.
- ...
- Você me vê nessa forma e ainda tem medo de mim.
- Eu não a temo.
- Mentira.
Ossos ? Você me carrega no colo e eu consigo sentir protuberâncias desprendendo de sua fina pele. Mas isso não me assusta, nem o fato de sua pele não ter cor e eu conseguir enxergar os restantes músculos que ainda prendem como carne podre e não conseguem sustentar força nenhuma. O cheiro da sua carne pútrida não me faz tão mal quanto deveria, meu olfato já está acostumado com sua podridão. Seus olhos negros como a noite, serrado dentre pálpebras gastas e vermelhas me trazem um aperto no coração, mas não é medo. Seus membros disformes e pesados, por mais magros que sejam, não chegam nem perto de me apavorar. Sua boca, nem lábios para ser fechados ou beijados, apenas duas fileiras enormes com grandes caninos afiados não me trás medo. Sua aparência fora do comum não consegue fazer com que meu pêlo se arrepie. Sua voz gutural não faz com que meus músculos se contraiam. O que me assusta e apavora no fundo do coração, é o fato de eu estar amando algo como você.
- ... Eu nunca pensei em você assim.
- Mentira.
- ...
- Você me vê nessa forma e ainda tem medo de mim.
- Eu não a temo.
- Mentira.
Ossos ? Você me carrega no colo e eu consigo sentir protuberâncias desprendendo de sua fina pele. Mas isso não me assusta, nem o fato de sua pele não ter cor e eu conseguir enxergar os restantes músculos que ainda prendem como carne podre e não conseguem sustentar força nenhuma. O cheiro da sua carne pútrida não me faz tão mal quanto deveria, meu olfato já está acostumado com sua podridão. Seus olhos negros como a noite, serrado dentre pálpebras gastas e vermelhas me trazem um aperto no coração, mas não é medo. Seus membros disformes e pesados, por mais magros que sejam, não chegam nem perto de me apavorar. Sua boca, nem lábios para ser fechados ou beijados, apenas duas fileiras enormes com grandes caninos afiados não me trás medo. Sua aparência fora do comum não consegue fazer com que meu pêlo se arrepie. Sua voz gutural não faz com que meus músculos se contraiam. O que me assusta e apavora no fundo do coração, é o fato de eu estar amando algo como você.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
My Nation
Pela minha nação
Eu conheci aqueles que foram à luta
Pela minha nação
Eu conheci aqueles que devotaram sua vida
Pela minha nação
Eu vi todos aqueles que morreram ou estão morrendo
Pela minha nação
Eles todos são orgulhosos e não temem o escuro, tudo isso
Pela minha nação
Os soldados que voltam retalhados com as almas perdidas
Pela minha nação
Eles sorriem e dizem obrigado, como se não estivessem dominado pela tristeza
Pela minha nação
Foi assim que eu perdi meu amado
Pela minha nação.
Eu conheci aqueles que foram à luta
Pela minha nação
Eu conheci aqueles que devotaram sua vida
Pela minha nação
Eu vi todos aqueles que morreram ou estão morrendo
Pela minha nação
Eles todos são orgulhosos e não temem o escuro, tudo isso
Pela minha nação
Os soldados que voltam retalhados com as almas perdidas
Pela minha nação
Eles sorriem e dizem obrigado, como se não estivessem dominado pela tristeza
Pela minha nação
Foi assim que eu perdi meu amado
Pela minha nação.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Ravenous
O lapso de criatividade esses dias têm aumentando. Só o vácuo reside agora.
Preciso de inspiração. Tanto necromancer quanto romance.
Preciso de inspiração. Tanto necromancer quanto romance.
Feel Good Inc.
A chuva de rosas mancham o tapete vermelho como gotas de sangue. O aroma, é claro, é mais doce e suave, porém o desejo não para com o tempo e nem o mesmo o tenta impedir. Aquele calor que vai subindo de leve, dominando a sensação e libertando o desejo dos confins mais profundos da mente.
O movimento não consegue ser interrompido nem que fosse a custo da própria vida, a única importância agora é o contanto entre estranhos. O ambiente ao redor parece estar totalmente a serviço daquela divinidade e os ruídos de fora são ignorados junto ao monte de capas negras no armário.
Tudo serve o fluxo. Tudo a serviço do calor e do vai e vem.
O movimento não consegue ser interrompido nem que fosse a custo da própria vida, a única importância agora é o contanto entre estranhos. O ambiente ao redor parece estar totalmente a serviço daquela divinidade e os ruídos de fora são ignorados junto ao monte de capas negras no armário.
Tudo serve o fluxo. Tudo a serviço do calor e do vai e vem.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
In Memories 'A Boy Meets the Man'
Olha como a morte passa diante de teus olhos como uma simples palavra e a vida em teus pensamentos é sempre pesada e repleta de pântanos solitários. Parece até a soberania da tristeza que mora em teus olhos afundando o pouco calor que resta de teus sentimentos em lágrimas salgadas, gelando os poucos batimentos alegres de teu coração. Tu caminha sob o luar sem ao menos gritar tua liberdade para os céus estrelados, tu só tens coragem para desmoronar sob seus pés calejados e se afogar em prantos mortiços. E ainda, tu que mataste o Sol chamado Lua, e ainda que não sejas digno de perdão e muito menos de um beijo carinhoso, e ainda que viva em busca de tua redenção impossível, ainda ei de te amar sem dar importância aos pecados de tua vida em ruínas.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Suicide Tale
"Carta de suicídio.
Acho que a maioria das pessoas já pensaram em fazer uma. Então, por que não ?
Começando pelo motivo. Ah, minha vida é sofrida, eu não tenho dinheiro para sustentar minha família e sei que falta oportunidade de emprego ainda mais para alguém sem experiência igual a mim. É impossível eu me erguer assim, sendo tão fraco em estudos. ...
Porra nenhuma. Quem me dera ter um motivo decente. O único motivo é meu cansaço. Eu li em algum lugar algo como ‘você pode fugir de tudo, menos de você mesmo’ e eu acredito profundamente nisso. Posso tentar de todas as formas fugir, mas da minha mente que o que mais me perturba não vai de forma alguma me deixar e domá-la está completamente fora de questão. Então, em resumo o motivo poderia ser “Mente cansada de trabalhar e pessoa cansada de suportar”
Tenho tantas pessoas que deixarei para trás, pessoas que se importam comigo e que me ‘amam’. Puta merda. Eu as amo de todo coração, mas acho que sempre fui egoísta então no final de tudo... Eu vou fazer o possível para continuar dando meu amor a elas do outro lado ( Se é que existe um outro lado ) – Vá, pois existem outros mundos além desse -.
Não tenho recado pra deixar para ninguém, apenas; ... Hã. Eu quis assim, obrigado. ._.
Nem desculpas. Errei, errei de novo e errei mais uma vez e ta bom fica por isso mesmo.
AGORA o principal: Meus bens adorados.
Para meu filho ( mais importante ): meus livros e mangás. Tenho esperança que ele goste...
Para meu pai e mãe: PRU CÊS EU DEIXU MEU AMOR, pois meus bens materias não são de seus interesses.
Para Jéssica: Meu... notebook ?
Para Arthur: Meu Pc e etc.
Para Dante: Meu PSP e meu DS.
Para João Pedro: Meu PS2.
E acho que só, não tenho muita coisa.
._.
AH CLARO. Minha guitarra e meu teclado vão ficar para meu filho.
Para ficar no meu quarto ou em qualquer buraco: Minha espada. ( Se possível enterrar comigo <3 )
Pronto, só isso que tenho a dizer. ._.
( Preferências pós morte: Sobretudo como roupa, plx.
Cemitério bonito seria legal. :/
Só :D )
"
Acho que a maioria das pessoas já pensaram em fazer uma. Então, por que não ?
Começando pelo motivo. Ah, minha vida é sofrida, eu não tenho dinheiro para sustentar minha família e sei que falta oportunidade de emprego ainda mais para alguém sem experiência igual a mim. É impossível eu me erguer assim, sendo tão fraco em estudos. ...
Porra nenhuma. Quem me dera ter um motivo decente. O único motivo é meu cansaço. Eu li em algum lugar algo como ‘você pode fugir de tudo, menos de você mesmo’ e eu acredito profundamente nisso. Posso tentar de todas as formas fugir, mas da minha mente que o que mais me perturba não vai de forma alguma me deixar e domá-la está completamente fora de questão. Então, em resumo o motivo poderia ser “Mente cansada de trabalhar e pessoa cansada de suportar”
Tenho tantas pessoas que deixarei para trás, pessoas que se importam comigo e que me ‘amam’. Puta merda. Eu as amo de todo coração, mas acho que sempre fui egoísta então no final de tudo... Eu vou fazer o possível para continuar dando meu amor a elas do outro lado ( Se é que existe um outro lado ) – Vá, pois existem outros mundos além desse -.
Não tenho recado pra deixar para ninguém, apenas; ... Hã. Eu quis assim, obrigado. ._.
Nem desculpas. Errei, errei de novo e errei mais uma vez e ta bom fica por isso mesmo.
AGORA o principal: Meus bens adorados.
Para meu filho ( mais importante ): meus livros e mangás. Tenho esperança que ele goste...
Para meu pai e mãe: PRU CÊS EU DEIXU MEU AMOR, pois meus bens materias não são de seus interesses.
Para Jéssica: Meu... notebook ?
Para Arthur: Meu Pc e etc.
Para Dante: Meu PSP e meu DS.
Para João Pedro: Meu PS2.
E acho que só, não tenho muita coisa.
._.
AH CLARO. Minha guitarra e meu teclado vão ficar para meu filho.
Para ficar no meu quarto ou em qualquer buraco: Minha espada. ( Se possível enterrar comigo <3 )
Pronto, só isso que tenho a dizer. ._.
( Preferências pós morte: Sobretudo como roupa, plx.
Cemitério bonito seria legal. :/
Só :D )
"
Melancholia
Está tão distante. Daqui de baixo eu apenas consigo ver o brilho que reluz com sol, mas eu sei que está lá. Esticando minhas mãos o e abrindo-as ainda não é o suficiente para alcançar aquele palácio distante e a estrada que poderia levar até ele, já está em destroços. Minhas pernas não possuem a força e nem meus músculos para reconstruir a estrada ou caminhar sobre os destroços. Será que vai ter alguém para me carregar até lá ?
terça-feira, 15 de setembro de 2009
November Rain
Como é fácil perder as forças diante de algo grade. As paredes vão desabando igual um muro de lama diante de uma tempestade e assim como tal, suas resistências vão sendo levada pela enxurrada.
E aí você olha para dentro dos destroços e não vê nada além de escuridão, mas há luz, são apenas seus olhos que estão vendados ou é você que está dormindo afundado em um pesadelo mais do que exagerado. Todo drama a sua volta parece pesado para seus ombros e seu coração está sendo sugado para um lugar distante daquele calor aconchegante. O mundo tanto ao lado de lá quanto para o lado de cá está coberto em um bloco de gelo e seus pensamentos estão desesperadamente tentando trabalhar para tira-lo daquele mundo solitário, mas é tudo inútil. No final das contas, quando você está sozinho à noite dentro de seu quarto, a força que você pensava que tinha se demonstra tão banal quanto o esforço de um papel tentando resistir a um tufão.
É tão inútil quando tudo está longe.
E aí você olha para dentro dos destroços e não vê nada além de escuridão, mas há luz, são apenas seus olhos que estão vendados ou é você que está dormindo afundado em um pesadelo mais do que exagerado. Todo drama a sua volta parece pesado para seus ombros e seu coração está sendo sugado para um lugar distante daquele calor aconchegante. O mundo tanto ao lado de lá quanto para o lado de cá está coberto em um bloco de gelo e seus pensamentos estão desesperadamente tentando trabalhar para tira-lo daquele mundo solitário, mas é tudo inútil. No final das contas, quando você está sozinho à noite dentro de seu quarto, a força que você pensava que tinha se demonstra tão banal quanto o esforço de um papel tentando resistir a um tufão.
É tão inútil quando tudo está longe.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Phantom Toccata
Largas asas negras começaram a desprender-se dos corpos das mulheres, que a essa altura já tinham ganhado bicos longos e amarelados no lugar de seus narizes e bocas. Seus olhos escureciam e assumiam uma forma arredondada como bolas de gude. Seus cabelos agora eram longas penas beirando entre o preto e o castanho. Suas mãos se transformavam em garras de acordo com que iam se aproximando do irmão mais novo. Sorrisos malignos brotavam daqueles longos bicos afiados e em questão de segundos as criaturas já estavam atacando o irmão mais novo com seus bicos e garras carniceiras.
Finalmente para o irmão mais velho a paisagem tinha mudado. Depois de atravessar incontáveis corredores, agora tinha se deparado com um caminho guiado por velas. Começou a seguir quando outro daqueles gritos rasgante irrompeu pelos seus ouvidos.
Todos nós comemos carne vermelha ou branca. Mas no máximo vemos aquelas peças de carnes penduradas no açougue ou então já prontas para ser comida. Até aí sua aparência é agradável ou até mesmo provocante. Mas será que alguém já viu como ela é após o abate do animal ? Bem, você pode imaginar. Deve haver tripas retorcidas cobrindo cada cavidade e órgãos ( talvez ) ainda se debatendo em um último suspiro de vida. Os músculos ainda firmes e com alguma vida, porém ainda assim dilacerados. E se você for imaginar um pouco mais a frente, olhando para aqueles abatedouros que não tem a menor piedade do animal, é possível imaginar como os olhos são arrancados da cabeça já morta e o cérebro espatifado de modo como poça ocupar menos espaço em um lixo próximo. Para o irmão mais velho a imagem fora pouco pior e mais carniceira: Seu irmão ( Ou o que restava dele ) estava amontoado em um canto da sala pela qual acabara de adentrar. Não conseguia identificar membro algum. Parte alguma do corpo. Era como uma montanha de carne mal moída, pois ainda haviam ossos partidos e órgãos espedaçados, como ingredientes de uma sopa. O irmão mais velho, com seus olhos repletos de lágrimas que não paravam de insistir em cair, virou-se até enxergar uma daquelas grandes gralhas humanóides com um dos globos oculares de seu irmão mais novo entre os enormes bicos ensangüentados.
Finalmente para o irmão mais velho a paisagem tinha mudado. Depois de atravessar incontáveis corredores, agora tinha se deparado com um caminho guiado por velas. Começou a seguir quando outro daqueles gritos rasgante irrompeu pelos seus ouvidos.
Todos nós comemos carne vermelha ou branca. Mas no máximo vemos aquelas peças de carnes penduradas no açougue ou então já prontas para ser comida. Até aí sua aparência é agradável ou até mesmo provocante. Mas será que alguém já viu como ela é após o abate do animal ? Bem, você pode imaginar. Deve haver tripas retorcidas cobrindo cada cavidade e órgãos ( talvez ) ainda se debatendo em um último suspiro de vida. Os músculos ainda firmes e com alguma vida, porém ainda assim dilacerados. E se você for imaginar um pouco mais a frente, olhando para aqueles abatedouros que não tem a menor piedade do animal, é possível imaginar como os olhos são arrancados da cabeça já morta e o cérebro espatifado de modo como poça ocupar menos espaço em um lixo próximo. Para o irmão mais velho a imagem fora pouco pior e mais carniceira: Seu irmão ( Ou o que restava dele ) estava amontoado em um canto da sala pela qual acabara de adentrar. Não conseguia identificar membro algum. Parte alguma do corpo. Era como uma montanha de carne mal moída, pois ainda haviam ossos partidos e órgãos espedaçados, como ingredientes de uma sopa. O irmão mais velho, com seus olhos repletos de lágrimas que não paravam de insistir em cair, virou-se até enxergar uma daquelas grandes gralhas humanóides com um dos globos oculares de seu irmão mais novo entre os enormes bicos ensangüentados.
The Omen of Jenova
Você sorri mesmo quando seus dentes expõem tanto sangue e sua feição não é nada além de crueldade.
Você vê a carnificina sendo criada com crescente interesse e seus olhos se contraem com prazer pela tortura iniciada abaixo de seu território. Como pode ver seus compatriotas sendo massacrados em meio batalhas sem fim. Você vê seus órgãos sendo usados como decoração para prédios decadentes, seus sangues servindo de pintura para ruas inundadas com cadáveres podres e ainda assim você sorri em seu reino lá no alto. Não consegue ver que o final já está aqui ? Os demônios foram libertados e a caçada contra a vida começou. Lua Sangrenta, é incompreensível como consegues ser tão sádica, mesmo quando seu lado negro é tão doce e carinhoso.
Você vê a carnificina sendo criada com crescente interesse e seus olhos se contraem com prazer pela tortura iniciada abaixo de seu território. Como pode ver seus compatriotas sendo massacrados em meio batalhas sem fim. Você vê seus órgãos sendo usados como decoração para prédios decadentes, seus sangues servindo de pintura para ruas inundadas com cadáveres podres e ainda assim você sorri em seu reino lá no alto. Não consegue ver que o final já está aqui ? Os demônios foram libertados e a caçada contra a vida começou. Lua Sangrenta, é incompreensível como consegues ser tão sádica, mesmo quando seu lado negro é tão doce e carinhoso.
domingo, 13 de setembro de 2009
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Black Waltz
O verdadeiro amor, como qualquer outra droga forte que cause dependência, não tem graça. Assim que a fase do encontro e descoberta se encerra, os beijos se tornam surrados e as carícias cansativas... excerto, é claro, para aqueles que compartilham os beijos, que dão e recebem as carícias enquanto cada som e cada cor do mundo parecem se aprofundar e brilhar em volta deles. Como acontece com qualquer outra droga forte, o primeiro amor verdadeiro só é realmente interessante para aqueles que se tornaram seus prisioneiros. E como acontece com qualquer outra droga forte que causa dependência, o primeiro amor verdadeiro é perigoso.
Somnus
Assim como as duas primeiras mulheres, mais duas surgiram e decidiram que seria melhor acompanhar-los, “Seja para onde for que estivermos indo”, pensou o irmão mais novo. Finalmente, quando ele já estava perdendo as esperanças de poder chegar a algum lugar seguindo por aquele corredor, uma luz diferente surgiu a sua frente. Não era mais luz de velas amareladas; pertencia a luminárias brancas e fortes provavelmente penduradas ao teto. “Chegamos, docinho”. Uma mulher atrás dele fechou a porta de correr enquanto as outras iam para o centro do cômodo. Ficaram ali paradas; fitando o irmão mais novo com aqueles sorrisos que trazia arrepios à espinha dele. “Certo, chegamos... Mas... chegamos onde ?”; “Ara ! Pensei que você já soubesse, docinho.”;”Procure em sua mente, amoreco.”;”Sim, procure, pequeno anjo...”;”Não consegue ver em nossos rostos, adorado ?”. O irmão mais novo recuou até a porta e tentou abrir, mas como já era de se esperar, não teve resultado algum. Olhando para as mulheres a sua frente, uma palavra veio a sua mente: “Taheen”, deixou escapulir entre seus lábios em não mais do que um sussurro, já fora o suficiente.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Brighter Than Sunshine
Está tudo tão diferente. Até mesmo o cheiro da estação não é o mesmo.
Parece mais fraco e menos provocante. Por uma razão mais forte, a estação ainda continua a mesma ( Será ? ), embora seja menos presente em seus afazeres e talvez mais relaxada com seus deveres. Mas, ah, nem tudo é assim. Ela tem seus momentos de glória, tem sim, apenas são selecionados. Ainda cresce as flores com cores vibrantes e perfumes prazerosos, os vastos campos ainda são repletos de vida e, talvez, o cuidado com que abraça suas criações não tenha perdido todo o amor. E por tocar em amor, lembro-me do meu. Meu amor, meu anjo, minha... idealista de tantas faces. Ó, bela imagem formada envolto saudosas asas angelicais em tua moradia distante. Como fazes falta o veludo que a rodeia de forma tão calorosa. É verdade que tens tuas lutas e teus prazeres para tomares conta, mas rogo para que não te esqueça de que abaixo de tuas altas montanhas, pregado em um longe mar há algum que ainda pensas em ti com incansável intensidade e ainda a ama como mulher guerreira, embora cativada por devaneios horripilante continuas tendo, aqui, bem ao lado do peito esquerdo, luz tão forte talvez quanto o próprio sol. Ah, menina-não-tão-menina. Eu a amo como Roland amou Susan, eu a amo como o Sol um dia amou a Lua, e por notar, nosso amor se iguala tão bem com Sol e Lua.
Estação que ainda vive, amor que ainda sobrevive. Irão durar tempo como esperam meus mais persistentes sonhos ?
Parece mais fraco e menos provocante. Por uma razão mais forte, a estação ainda continua a mesma ( Será ? ), embora seja menos presente em seus afazeres e talvez mais relaxada com seus deveres. Mas, ah, nem tudo é assim. Ela tem seus momentos de glória, tem sim, apenas são selecionados. Ainda cresce as flores com cores vibrantes e perfumes prazerosos, os vastos campos ainda são repletos de vida e, talvez, o cuidado com que abraça suas criações não tenha perdido todo o amor. E por tocar em amor, lembro-me do meu. Meu amor, meu anjo, minha... idealista de tantas faces. Ó, bela imagem formada envolto saudosas asas angelicais em tua moradia distante. Como fazes falta o veludo que a rodeia de forma tão calorosa. É verdade que tens tuas lutas e teus prazeres para tomares conta, mas rogo para que não te esqueça de que abaixo de tuas altas montanhas, pregado em um longe mar há algum que ainda pensas em ti com incansável intensidade e ainda a ama como mulher guerreira, embora cativada por devaneios horripilante continuas tendo, aqui, bem ao lado do peito esquerdo, luz tão forte talvez quanto o próprio sol. Ah, menina-não-tão-menina. Eu a amo como Roland amou Susan, eu a amo como o Sol um dia amou a Lua, e por notar, nosso amor se iguala tão bem com Sol e Lua.
Estação que ainda vive, amor que ainda sobrevive. Irão durar tempo como esperam meus mais persistentes sonhos ?
Disturbed
É solitário, não é ?
Essa desolação, esse clima tão...
indefinível. Não é quente, muito menos frio. Aqui venta, mas o vento não faz muita diferença.
Ele traz a poeira, é verdade, mas apenas isso.
Não há vida, muito menos morte. Ao longe, a visão parece um sonho.
A terra, o chão, daqui não tem sentimentos. Ela não chora, muito menos reclama.
Caminhar aqui é como voar. Mas não tem liberdade, muito menos paz.
Pergunto-me mais uma vez. És a morte ?
Não é vazio, muito menos isento de sentimentos.
Há o medo. O grande escuro que cobre os fragmentos do que um dia chamava-se alma.
Diga-me mais uma vez. És o pecado ?
Não tem sabor, muito menos odor.
Se não é capaz de distribuir o prazer em suas asas, talvez não seja de todo mau.
Sendo assim...
Indefinível.
Responda-me mais uma vez. És um sonho ?
Parece com um sonho e sente como um sonho.
Deve ser um sonho. Um pesadelo.
Mas...
Estou acordado. E meus olhos já estão abertos.
Essa desolação, esse clima tão...
indefinível. Não é quente, muito menos frio. Aqui venta, mas o vento não faz muita diferença.
Ele traz a poeira, é verdade, mas apenas isso.
Não há vida, muito menos morte. Ao longe, a visão parece um sonho.
A terra, o chão, daqui não tem sentimentos. Ela não chora, muito menos reclama.
Caminhar aqui é como voar. Mas não tem liberdade, muito menos paz.
Pergunto-me mais uma vez. És a morte ?
Não é vazio, muito menos isento de sentimentos.
Há o medo. O grande escuro que cobre os fragmentos do que um dia chamava-se alma.
Diga-me mais uma vez. És o pecado ?
Não tem sabor, muito menos odor.
Se não é capaz de distribuir o prazer em suas asas, talvez não seja de todo mau.
Sendo assim...
Indefinível.
Responda-me mais uma vez. És um sonho ?
Parece com um sonho e sente como um sonho.
Deve ser um sonho. Um pesadelo.
Mas...
Estou acordado. E meus olhos já estão abertos.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Fiddler on the Green.
Lua do Demônio, por que ainda permanece no céu quando seu tempo já se foi ?
Dentro de uma pequena sacola ficam as almas dos infelizes que a mais nada dão valor.
O caminho é longo e tortuoso até o final da jornada e as almas reclamam por toda eternidade por sua falta de liberdade. Clamam em desespero por um espaço para respirarem o ar puro do lado de fora de sua pequenina prisão. Criam todo tipo de tortura abaixo de sua suavidade, Lua do Demônio, e rezam para existências enganadoras a favor de acalmar seus espíritos conturbados. De nada adianta, para nada terá serventia enquanto não forem verdadeiros com seus sonhos. A culpam, Lua do Demônio. Dê espaço para a Lua do Beijo se mostrar. Eles dizem, eles berram; Se um Deus mais carinhoso fosse seu Senhor, seriam menos impotentes e mais destemidos. Amariam ao próximo como amam a si, seria caridosos a ponto de doar a alma em troco de um prato de comida para um necessitado. Mas que existência será essa, a partir do momento que não conhecem o Amor, a Caridade ou a Coragem ? Para serem o que dizem que serão, deveriam clamar por um Coração ao invés de outro falso Senhor.
Dentro de uma pequena sacola ficam as almas dos infelizes que a mais nada dão valor.
O caminho é longo e tortuoso até o final da jornada e as almas reclamam por toda eternidade por sua falta de liberdade. Clamam em desespero por um espaço para respirarem o ar puro do lado de fora de sua pequenina prisão. Criam todo tipo de tortura abaixo de sua suavidade, Lua do Demônio, e rezam para existências enganadoras a favor de acalmar seus espíritos conturbados. De nada adianta, para nada terá serventia enquanto não forem verdadeiros com seus sonhos. A culpam, Lua do Demônio. Dê espaço para a Lua do Beijo se mostrar. Eles dizem, eles berram; Se um Deus mais carinhoso fosse seu Senhor, seriam menos impotentes e mais destemidos. Amariam ao próximo como amam a si, seria caridosos a ponto de doar a alma em troco de um prato de comida para um necessitado. Mas que existência será essa, a partir do momento que não conhecem o Amor, a Caridade ou a Coragem ? Para serem o que dizem que serão, deveriam clamar por um Coração ao invés de outro falso Senhor.
Dancing With Devils
O barulho dos carburadores é intenso ao redor, a fumaça escurece o céu a ponto de encobrir o sol completamente. Não há uma fresta sequer.
Ele se encontra a minha frente, sentado a modo que consiga conter sua corpulência na pequena cadeira de madeira. Caninos descomunais e afiados como lâminas brotam de seus grossos lábios, são protuberâncias perturbadoras. Seu enorme nariz bufa como bufariam grandes touros criados livres em pastos intermináveis. Seus olhos, cerrados com crescente desconfiança espiam por de baixo de suas sobrancelhas apertadas. “Jogue”, ele diz. E eu jogo. Não é um jogo bom; está mais do que na cara que irei perder, mas ele é um demônio e com toda certeza está roubando, então o que me impedirá de roubar também ? Nada, pois é isso que faço. Puxo uma carta que escondo embaixo da cadeira e meu jogo muda radicalmente. Os olhos dele ainda estão cerrados e agora ele mastiga sua língua em uma pontada de impaciência. Eu jogo, ele arregala discretamente os olhos e grita: “VOCÊ ESTÁ ROUBANDO !” Digo a ele que não, não estou roubando. Ele bufa com mais força e puxa uma carta. Estampa na cara um sorriso digno de um vencedor, expondo todos os seus enormes dentes para fora. Ele faz sua jogada e acaba vencendo o jogo. Zomba, como todos os demônios que se prezem faria. Aponta o dedo e solta suas risadas sombrias. Diz: “Humanos não prestam nem mesmo para um jogo !” Ao seu lado, vindo aparentemente do nada, um demônio menor com aparência de Poltergast pigarreia alto e em suas mãozinhas vem trazendo uma caixa de madeira bem selada. “Não sei não. Na ilha que trabalho, há vários humanos legais.” Diz ele. E assim como apareceu do nada, para o nada ele desaparece.
Meu ônibus vai partir, recolho minhas cartas e retiro-me da mesa. O demônio reclama, diz que não aceito perder. “Preciso ir agora, mas isso não quer dizer que eu não vá querer jogar novamente com você, amigo. Te vejo outro dia.”, entro no ônibus e vejo o demônio se dissolver em névoa com uma expressão mal-humorada.
Ele se encontra a minha frente, sentado a modo que consiga conter sua corpulência na pequena cadeira de madeira. Caninos descomunais e afiados como lâminas brotam de seus grossos lábios, são protuberâncias perturbadoras. Seu enorme nariz bufa como bufariam grandes touros criados livres em pastos intermináveis. Seus olhos, cerrados com crescente desconfiança espiam por de baixo de suas sobrancelhas apertadas. “Jogue”, ele diz. E eu jogo. Não é um jogo bom; está mais do que na cara que irei perder, mas ele é um demônio e com toda certeza está roubando, então o que me impedirá de roubar também ? Nada, pois é isso que faço. Puxo uma carta que escondo embaixo da cadeira e meu jogo muda radicalmente. Os olhos dele ainda estão cerrados e agora ele mastiga sua língua em uma pontada de impaciência. Eu jogo, ele arregala discretamente os olhos e grita: “VOCÊ ESTÁ ROUBANDO !” Digo a ele que não, não estou roubando. Ele bufa com mais força e puxa uma carta. Estampa na cara um sorriso digno de um vencedor, expondo todos os seus enormes dentes para fora. Ele faz sua jogada e acaba vencendo o jogo. Zomba, como todos os demônios que se prezem faria. Aponta o dedo e solta suas risadas sombrias. Diz: “Humanos não prestam nem mesmo para um jogo !” Ao seu lado, vindo aparentemente do nada, um demônio menor com aparência de Poltergast pigarreia alto e em suas mãozinhas vem trazendo uma caixa de madeira bem selada. “Não sei não. Na ilha que trabalho, há vários humanos legais.” Diz ele. E assim como apareceu do nada, para o nada ele desaparece.
Meu ônibus vai partir, recolho minhas cartas e retiro-me da mesa. O demônio reclama, diz que não aceito perder. “Preciso ir agora, mas isso não quer dizer que eu não vá querer jogar novamente com você, amigo. Te vejo outro dia.”, entro no ônibus e vejo o demônio se dissolver em névoa com uma expressão mal-humorada.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
As The Rush Comes
E ele me disse: “Apenas vá embora.”
Ora. E o que mais há de fazer nesta terra ?
Tão raros, tão únicos e ainda sim nada mais do que bonecos
Os vejo cavando covas para os próximos como um ritual sem a graça da piedade
Se definem tão poderosos e auto-suficientes e ainda existem em guerra contra a própria carne
Afogados na putrefação da ganância com sorrisos porcos e dentes de madeiras
Seus professores, há, que lecionadores
Em sua sábia ignorância imaginam-se conhecedores da verdade aplicando roteiros pré-escritos em seus futuros governantes.
Da escola da vida, os frutos já são distribuídos podres e velhos.
E dado ao crescimento dos neurônios, raros exemplares são tirados das embalagens
E expostos ao ar escuro das grandes metrópoles ( que com orgulho ) levantaram a troco do que lhes foram dado para sustento.
O meu pai, como me diseste. Apenas irei embora.
Ora. E o que mais há de fazer nesta terra ?
Tão raros, tão únicos e ainda sim nada mais do que bonecos
Os vejo cavando covas para os próximos como um ritual sem a graça da piedade
Se definem tão poderosos e auto-suficientes e ainda existem em guerra contra a própria carne
Afogados na putrefação da ganância com sorrisos porcos e dentes de madeiras
Seus professores, há, que lecionadores
Em sua sábia ignorância imaginam-se conhecedores da verdade aplicando roteiros pré-escritos em seus futuros governantes.
Da escola da vida, os frutos já são distribuídos podres e velhos.
E dado ao crescimento dos neurônios, raros exemplares são tirados das embalagens
E expostos ao ar escuro das grandes metrópoles ( que com orgulho ) levantaram a troco do que lhes foram dado para sustento.
O meu pai, como me diseste. Apenas irei embora.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
High Hops
Olha aquela foto ali. Está vendo o quão bonita é ? Aqueles ali, um dia fomos nós.
Consegue vê a vida em nossos olhos ? A verdade em nossos sorrisos ? E pensar que isso foi anos atrás. Agora olha essa outra foto aqui. Está vendo o quão enrugados nós estamos ? E o quanto a idade afetou nossas peles ? Mas... Olha direito. Olha para nossos olhos e nossos sorrisos. Ainda continuam os mesmos. Incrível, né ?
Consegue vê a vida em nossos olhos ? A verdade em nossos sorrisos ? E pensar que isso foi anos atrás. Agora olha essa outra foto aqui. Está vendo o quão enrugados nós estamos ? E o quanto a idade afetou nossas peles ? Mas... Olha direito. Olha para nossos olhos e nossos sorrisos. Ainda continuam os mesmos. Incrível, né ?
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