domingo, 29 de novembro de 2009

Bloodshed

Você já os viu quebrados ? É a Ruína que vem se alastrando pelo território.
Não há cura, eles dizem. Alguns, poucos, rezam para um salvador imaginário enquanto outros aproveitam da tragédia para satisfazer sua fome por carnificina. Aquelas antigas tabuletas com regras se perdeu no tempo e hoje não existe apenas um que se apega as regras morais.
É a Ruína que vem se alastrando pelo território, você vê. Os pais, sem a menor culpa, devoram a carne juvenil de suas crianças para ter mais dois minutos de vida e os animais, após anos de injustiça, revidam contra seus malfeitores humanos. Nesse mundo de Ruína, são eles que abatem os humanos para ter uma refeição, não que isso os ajude, suas vidas não são mais longas do que de suas prezas, mas morrem com um gosto doce em seus corações hediondos. Neste caos repleto de insanidade, até mesmo as bactérias cresceram e lutam contra a morte certa.
Inutilidades. A Ruína trouxe a inutilidade para o ‘significado da vida’, pois a morte nunca fora tão próxima e certa.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Song With No Name

Tão quente. Tão quente quanto ontem e o amanhã será. Que tempo horrendo nos viemos terminar, até mesmo na mais tardia madrugada o calor ainda tão incansavelmente persistente e, não, não há maneiras realmente funcionais de se livrar desta tormenta.
Ele acelera o carro sem excesso, confia na potência do motor por debaixo do capô fosco e sabe que não é necessário forçá-lo para atingir a velocidade desejada, passa a marcha com cuidado, pois ela é delicada e completamente desorganizada. O ar condicionado está ligado no ponto exato do clima de seu conforto: gélido.
Pouco tempo de direção e ele chega ao local de seu desejo. Está escuro e vazio, como de costume. Apenas o som das ondas se quebrando ao longe domina. Ele liga o som ( Pink Floyd ) e sai do carro inconformado com o calor horrível que faz lá fora.
Primeiro caminha até a margem pequena e fita o horizonte escuro por um tempo. Retorna para o carro, senta no capô fosco, acende um Hollywood e pega seu celular.
Ao terminar de discar, “Hey”, ele diz para quem atendeu.

domingo, 22 de novembro de 2009

If You

Hoje não chovia tanto quanto ontem, mas ainda assim o barulho das gotas batendo contra os vidros do ônibus eram reconfortantes, a sua maneira.
Ela parecia afogada em desolação enquanto seus olhos se fixavam no nada que ia passando lá fora, seus pensamentos não passavam de um sopro humano dentro de um furacão. Os cabelos castanhos e lisos balançavam suavemente a cada freada do pesado ônibus.
As pessoas subiam e desciam, mas para ela tudo era a mesma coisa, tanto os bancos vazios ou os cheios não passavam histórias que não poderiam ser ouvidas por estranhos feios ou bonitos.
Seu ponto nunca chegava. Era um caminho longo e tedioso ( Sem contar turbulento ) até a outra cidade, felizmente ela tinha a rara virtude da paciência e já estava até certo ponto acostumada com aquela viagem.
Ah ! Mais dentro do silêncio de sua mente, bem lá no fundo, ela começa a escutar uma suave música vindo de algum lugar escondido.
“Hey”, diz ela ao atender seu celular.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Aquele que caminha pelos esgotos.

Eles me dizem para buscar uma luz
para me expor ao sol
por onde eu rastejo não tem um feixe
nem mesmo vindo de uma longínqua canção

Aquele que uso de rascunho
tão imundo e imperfeito
se parece com meus sonhos despedaçados
em giz de cera e carvão quebradiço

As marcas de meus passos
minha história difamada por lama
um falso orgulho engolido como cacos de vidros
esse se parece mais comigo

Eles me dizem que eu poderia brilhar
se estivesse abaixo da luz
meus olhos ainda são frágeis
minhas pernas bambas

Talvez eu me arriscasse a ir para luz
para relevar meus sonhos quebrados
e minhas fraquezas tão claras
mas minhas palavras não alcançam mais você

Por mais sujas que estejam minhas cartas
tão sem sentido meus sentimentos
para você minhas palavras são apenas rabiscos
em um papel de jornal seco.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Up

Perdão por estar deixando que você morra.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Bike

Você viu aquele lunático no banco hoje ?
Ele participou da guerra e tem os olhos vermelhos.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Egmont Overture

Hoje é um dia de luto.
Hoje. Dia 27 de Outubro do ano 2009.
As gerações futuras irão conhecer o dia de hoje como "O Começo da Era das Trevas II"
Palavras não terão carga suficiente para transcrever o que acontecimento de hoje. No futuro, não existiram bíblias sobre isso, embora seja um fato tenebroso e histórico.
No dia de hoje, nem mesmo a Matrix ou o Cyberspace irá parecer algo impossível ao olhos de terceiros. Ah, pois sim. O impossível se torna possível e os sonhos devoram a realidade enterrando seus tentes afiados destruindo o pobre vento solitário. Hoje a vela que deveria durar sete dias durará apenas sete horas e as noites tomarão conta dos dias, pois hoje.
Hoje é o pior dos apocalípsis.

sábado, 24 de outubro de 2009

Breathe (2 AM)

“Baladinha” que eu escutei numa dessas noites. Coincidentemente está na OST do meu filme preferido.
A letra não tem muito a ver com... comigo. XD Mas ela me trás uma memória especial, no que eram para ser dias difíceis, mas estão sendo leves e simples de atravessar. ( E depois que eu prometi e você também, então ta aí. XD )



2 am and she calls me 'cause I'm still awake
Can you help me unravel my latest mistake
I don't love him, winter just wasn't my season
Yeah, we walk through the doors, so accusing their eyes
Like they have any right at all to criticize
Hypocrites, you're all here for the very same reason!

'Cause you can't jump the track
We're like cars on a cable
And life's like an hourglass, glued to the table
No one can find the rewind button, girl
So cradle your head in your hands
And breathe, just breathe
Woah breathe, just breathe

May he turn 21 on the base at Fort Bliss
Just a day, he sat down to the flask in his fist
Ain't been sober, since maybe October of last year
Here in town you can tell he's been down for a while
But, my God, it's so beautiful when the boy smiles
Wanna hold him, maybe I'll just sing about it

'Cause you can't jump the track
We're like cars on a cable
And life's like an hourglass, glued to the table
No one can find the rewind button, boys
So cradle your head in your hands
And breathe, just breathe
Woah breathe, just breathe

There's a light at each end of this tunnel
You shout 'cause you're just as far in
As you'll ever be out
These mistakes you've made, you'll just make them again
If you only try turning around

2 am and I'm still awake, writing a song
If I get it all down on paper
It's no longer inside of me, threatening the life it belongs to
And I feel like I'm naked in front of the crowd
Cause these words are my diary, screaming and loud
And I know that you'll use them, however you want to

'Cause you can't jump the track
We're like cars on a cable
And life's like an hourglass, glued to the table
No one can find the rewind button, now
Sing it if you understand
And breathe, just breathe
Woah breathe, just breathe
Woah breathe, just breathe...

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Lunar Lament

Tá ruim de escrever. Huaheiae, má vamo lá.

‘This is the end of all her miracles’
Você entende, não é ? O final de todos os milagres.
Eu sei, você sabe, todos nós sabemos. Todas as mágicas parecem ter se acabado
O que faremos ? O que faremos sem os milagres ?
Mesmo sendo esse o fim, o que restará para nós ?
Bem, eu ainda consigo escutar os cantos no quarto escuro
Eles parecem nunca irem embora, os ecos da mágica.
Embora o relógio esteja congelado
E os sapatos amarrados com forcas, é preciso dar adeus
Adeus para os sonhos e os feitiços
Adeus para os velhos amigos e velhas lembranças
Os milagres acabaram
Feito de tristeza, o futuro segue sua rota
Sem os milagres, e agora ? Não era para ser assim.
Não, não era para ser assim.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Jumper

Dias longos, dias chatos.
Dias intermináveis. Salvo por duas pessoas.
Apenas duas pessoas.
Ora. Seria mais fácil.
Mas seria mais complicado.
Dias... dias e dias.
..
Que saco, rapaz.

sábado, 17 de outubro de 2009

I Have a Special Plan

Isso me tomou um bom tempo.


Quando todos que você já amou finalmente se foi
Quando tudo que você sempre quis finalmente teve seu final
Quando todos seus pesadelos estão por um tempo obscurecidos
Por um brilhante farol sem cérebro
Ou por um eclipse de várias formas terríveis desse mundo
Quando você está calmo e contente
E finalmente totalmente sozinho
Em uma grande nova escuridão
Você finalmente irá executar seu plano especial

“O escolhido precisa ter um plano”, alguém disse, quem tenha indo embora nas trevas
E quem eu precisava acreditar estava dormindo ou morto
Imagine que ele falou: “Toda a carne que já foi comida
Os dentes arrancando-as
A língua sentindo o sabor
Agora jogue essa carne fora” ele disse
“Jogue fora os dentes e a língua
O sabor e a fome
Jogue fora tudo, assim é.”
Esse era o plano
Meu próprio especial plano para esse mundo
Eu escuto essas palavras e ainda assim eu não imagino
Se essas criaturas quais eu tenho imaginado dormindo ou mortas se aproxima de suas visão
Mesmo em seus sonhos mais profundos
Ou em sua real última morte
Porque eu tenho ouvido tais planos, tais visões
E eu sabia que eles não viam longe o bastante
Mas isso foi demandado na forma de um plano
Precisando ir além da língua e dos tentes e da fome e da carne
Além dos ossos e até mesmo da poeira dos ossos e o vento que poderia vir soprar a poeira para longe
E assim eu comecei a perceber uma escuridão que estava muito antes da escuridão da noite
E uma estranha luz brilhante
Que não deve nada à luz do dia

Aquele dia talvez possa parecer com outros dias
Mais uma vez, sentimos a trepidações nas pequenas pernas
Mais uma vez, estamos esmagados por um grande medo
Mas aquele dia não terá outros depois
Sem mais mundos iguais a esse
Porque eu tenho um plano
Um plano muito especial
Sem mais mundos iguais a esse
Sem mais dias iguais a esse

“Há quatro modos de morrer”, um sarcástico espírito talvez tenha dito a mim
“Há a morte que ocorre relativamente derrepende
Há a morte que ocorre relativamente gradualmente
Há a morte que ocorre indolor
E há a morte que ocorre repleta de sofrimento
Assim, por vários meios que são combinados
O derrepende e o gradualmente
O indolor e o repleto de sofrimento
Para dizer, apenas quatro maneiras de morrer
E não há outras”
Mesmo depois de sua voz ter parado de falar
Eu escutei falar novamente
Depois de horas e dias e anos terem se passado
Eu ouvi mais palavras
Ainda, tudo que eu ouvia foram os ecos fracos lembrando-me
Não há outros
Não há outros
Foi naquela época que eu comecei a confeccionar
Eu plano especial ?

Não há maneiras de escapar desse mundo
Ele penetra mesmo em seu sono
E é a substância
Você é pego em seu próprio sonhar
Onde não há escapatória
E um inferno sempre onde não há tempo
Você não pode fazer nada que não tenha sido mandado
Não há nem mesmo esperança para escapar desse sonho
Ele nunca foi seu
As palavras que você fala são apenas as palavras dele
E você fala como um traidor
Sob sua tortura incessante

Há muitos que tem projetos sobre esse mundo
E sonham com selvagens e vastas reformas
Eu tenho escutado eles falando em seu sonho
Sobre mutações elegantes
E aniquilação de astúcia
Eu tenho ouvido eles sussurrarem em cantos de casas destroçadas
E em becos próximos aos fundos das ruas de seus destroçados e quebrados universos
Que em seus novos designs foram feitos em linhas retas e com som
Mas cada um desses projetos são concebidos
São perturbados em seus corações
Já que eles vêem esse mundo como se fosse sozinho e original
E não como um em incontáveis outros
Cujo os pesadelos tem procedências
Como um enorme jardim brotando de uma única semente
Eu tenho escutado esses sonhadores falando em seus sonos
E eu espero por eles
Em um topo de um lance de escadas escuras
Eles não sabem nada sobre mim
E nenhum dos segredos de meu plano especial
Enquanto eu sei todos destroçados e quebrados passos deles

Teve a voz de alguém que estava esperando na escuridão
Quem estava olhando para a lua e esperando por eu virar a esquina
E entrar em uma rua estreita
E ficar com ele no maçante vidrado luar
E aí ele falou para mim
Ele sussurrou
Que meu plano era errado
Que meu plano especial para esse mundo era um terrível engano
“Porque”, ele disse, “Não há nada para fazer e não há nenhum lugar para ir
Não há nada para ser e ninguém para saber
Seu plano é um engano”, ele repetiu
“Esse mundo é um engano”, Eu respondi

As crianças sempre seguian ele
Quando eles rezavam para ser
Um andar divertido
Um homem divertido
Um home divertido, divertido, divertido
Ele os fez rir algumas vezes
Ele os fez rir, ah, sim, ele fez
Ele fez, ele fez, ele fez.
Ah, como ele os fez rolar
Um dia ele os levou para um lugar
Ele conhecia um lugar especial
E contou a eles coisas sobre esse mundo
Esse tão divertido mundo
Quais o fizeram rir as vezes
Ele os fez rir, ah, sim, ele fez
Ele fez, ele fez, ele fez.
Ah, como ele os fez rolar
E então o homem engraçado que os fizeram rir
As vezes ele fazia
Relavam a eles o seu plano especial
O seu plano muito especial e divertido
Sabendo que eles poderia entender
E talvez rir algumas coisas
Ele os fez rir, ah, sim, ele fez
Ele fez, ele fez, ele fez.
Ah, como ele os fez rolar
Seus olhos cresceram abaixo de suas pálpebras
E como ele os fez rolar

Eu primeiro aprendi os fatos de um lunático
Em um escuro e quieto quarto que fedia como o tempo e o espaço
Não há pessoas
Nada mesmo como isso
O fenômeno humano é apenas a soma das camadas densamente enroladas em ilusão
Quais são postos a cima de um vento de suprema insanidade
Não há personalidades de todos os tipos
Quando todos eles podem ser espelhos sem mente
Rindo e gritando enquanto desfilam sobre
Em um sonho infinito
Mas quando eu perguntei ao lunático o que era
Ele jurou a si mesmo junto daqueles espelhos
Enquanto eles marchavam em um infinito tempo e espaço obsoleto
Ele apenas olhou e sorriu
Então ele riu e gritou
E em seus vazios olhos escuros
Eu vi por um momento como em um espelho
A forma de uma sombra da divinidade
Em vôo para um obsoleto infinito
Do tempo e espaço e o pior de tudo
Dos sonhos desse mundo
Meu plano especial para as risas
E para os gritos

Nós fomos ver algumas pequenas neves
Que foi encenada em um antigo galpão
Passado a orla da cidade
E tudo pareceu estar bem
A cortina do palco em miniatura brilhava no escuro
Enquanto aquelas bonecas eram puxadas por suas cordas diante de nossos olhos
E tudo pareceu estar bem
Mas depois veio um ponto de alguns tinham notado
E eu era um
Que silenciosamente abandoou o show
Não, eu não
Porque eu poderia ver para onde as coisas estavam indo
Como as travessuras dos bonecos ficaram estranhas
E as cordas frágeis ficaram tensas
Com seus pequeninos membros
Os outros a minha volta ficaram chocados
E abandonaram o show
Aquele foi um apresentado em um pequeno galpão
Passado a orla da cidade
Mas eu queria testemunhar o que nunca poderia ser
Eu queria ver o que não poderia ser visto
Mas no momento do desastre ser consumado
Meus fantoches tornaram a encarar o ventríloquo

Estava no crepúsculo e eu estava envolto a uma névoa acinzentada abaixo do grande edifício vazio
Quando o silêncio foi enriquecido por uma voz ressonante
“Todas as coisas desse mundo,” disse
“são apenas de uma essência
Para qual não há palavras
Essa é uma grande parte que não tem começo nem final
E para uma essência desse mundo para qual não existe palavras
É que tudo desse mundo
Essa é a menor parte que teve um começo e terá um fim
E para que a palavra fosse concebida especialmente para falar
O pequeno quebrado nesse mundo teve início”, ele disse
“Os inícios e os finais desse mundo”, ele disse
Para que a palavra fosse concebida especialmente para falar
Agora remova essas palavras e o que resta ?”, ele me pergunta
Enquanto eu estava parado no crepúsculo do grande prédio
Mas eu não respondi
A pergunta ecoou várias vezes
Mas eu permaneci em silêncio até que o eco morresse
E quando o crepúsculo se transformou em noite, eu senti meu
Plano especial, para qual não há palavras
Movendo-se para uma escuridão maior

Há alguns que não tem vozes
Ou nunca irão falar
Porque das coisas que ele sabe sobre esse mundo
E as coisas que eles sentiram sobre esse mundo
Porque os pensamentos que enchem o cérebro
É um cérebro danificado
Porque a dor que enche o corpo
É um corpo danificado
Existem em outras palavras
Incontáveis palavras
Quais ficam sozinhas em um vazio infinitamente escuro
Para o qual nenhuma palavra foi concebida
E onde nenhuma voz é capaz de falar
Quando um cérebro é repleto de pensamentos danificados
Quando um corpo danificado é repleto de dor
E permanece sozinho em um mundo cercado com o vazio infinitamente escuro
E existe um mundo para o qual não há um plano especial

Quando todos que você já amou finalmente se foi
Quando tudo que você sempre quis finalmente teve seu final
Quando todos seus pesadelos estão por um tempo obscurecidos
Por um brilhante farol sem cérebro
Ou por um eclipse de várias formas terríveis desse mundo
Quando você está calmo e contente
E finalmente totalmente sozinho
Em uma grande nova escuridão
Você finalmente irá executar seu plano especial

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

next stage

ZETSUBOUSHITA !
O fato de nós vivermos em um constante atraso de tempo me deixou em desespero O:

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Here With Me

Olhe para baixo
A escuridão é um círculo sem fundo a baixo de seus pés
Tente caminhar ou fugir
A escuridão irá perseguir você a cada passo

Olhe para cima
Deveria haver um céu azul repleto de estrelas
Antigamente, agora seus olhos só vêem o vazio
O que houve com o céu, o que houve com meu céu

Olhe para frente
Olhe, é doloroso caminhar para essa direção
Sinta o frio abrindo caminho dentro de você
O coração parece pesado. Uma pedra de gelo

Olhe. Olhe para trás
Como são doces as marcas de pegadas ali
E quão cruel é a tortura de ser obrigado
Olhe. No seu caminho não tem bifurcação

Olhe para dentro
É doloroso, não é ?
É solitário, não é ?
É terrivelmente assustador, não é ?

Você tem medo do escuro e o escuro tem medo de você.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Where My Spirit Forever Shall Be

Jesus estava no deserto a procura de seu pai...então encontrou um senhor dizendo qeu era marceneiro...jesus pensando que o senhor era o tão procurado pai grita de felicidade:
-PAPAI...
E o senhor responde
-PINOQUIO MEU FILHO!!!


Três mulheres foram na igreja, afim de se desfazer de suas profanações. O padre recomendou o uso de água benta nas partes manchadas...
Uma delas diz: eu vou lavar as mãos pois soh dei uma pegadenha
A outra: eu preciso lavar os peitos
A terceira: deixa um pokim aew preu fazer um gargarejo


O cara chegou no médico porque ele tava sentindo umas dores de cabeça muito forte, depois de tirar chapa e analisar tudo direitinho o médico vira pro coitado e diz:
-É, a situação não tá boa pra você não, você só tem 5 minutos de vida.
O cara desesperado pergunta:
-Mas doutor, o que você pode fazer por mim?
-Ah, no máximo um miojo.



AIUHAUIOHEUIOHAOEAEOAIUEHAUEHAOUIEHUIOAEHIOUAHEUIOAE

Time

Dor. Uma palavra ou um sentimento, em ambos casos pode ser algo insuportável. Todos sentimos dor, alguns mais do que outros, porém mesmo que por fraca, pode fazer com que uma pessoa mude totalmente para tentar livra-se dela. Você não pode controlar seu sentimentos, sente que há algo errado mas não sabe o que é. Confusão, medo. Tenta desesperadamente esquecer ou amenizar, cedo ou tarde descobre que por conta própria isso é impossível. Desistir de seus bons sentimentos, desistir de sua personalidade apenas para destruir com a dor. Algo assim seria mesmo a solução ? Aceitar e deixar tudo como está, se acostumar com o sofrimento ao invés de lutar para acabar com ele. Bom, você tenta, tenta... chega uma hora que já não mais há forças de vontade para tentar... Desistir é normal para os fracos, porém incompreensivo aos fortes, para os fortes a dor não é nada. O sofrimento faz parte de sua rotina. Sendo frio com tudo e todos é fácil não sofrer, também, você não terá laços, não terá como sofrer. Sua vida será um ‘nada’, vivendo apenas por viver, esperando pelo dia de sua morte. Isso é ser frio. Não ter sentimentos. Você não iria sofrer... porém não iria ser feliz. Felicidade supera o sofrimento. Ser sempre feliz não é possível... ou é ? Não.. não é. Por menor que seja, sempre há alguma coisa que lhe atrapalha, seu pensamento não deixa você ser feliz para sempre. Não há motivos para ficar triste, para sofrer, mas você cria um motivo. É a vida, não há como escapar disso... somente a morte pode te tirar o sofrimento... ou não ? Não há garantias que morrendo sua dor acabe. Além do mais... De que adianta continuar sem sofrimento... se a felicidade irá morrer junto a ele ? Vale a pena viver sem ser feliz ? Não. Obvio que não. Você se lamenta de mais. É apenas um sentimento passageiro de ódio. Aquilo que você tem medo não irá acontecer, disso você tem certeza, este é o único sentimento qual você pode mudar, porque não depende de você e da pessoa que depende... você sabe que está errado sentir isso. São detalhes, coisas tolas, não dê atenção. Frio é o que você quer ser, mas só irá perder com isso, seja como é, como sempre foi. Não se perca dentro de seus pensamentos e maus sentimentos. O que você tem e sempre terá supera qualquer sentimento negativo, garoto. Acorda pra vida. O que é isso que você está fazendo ? Mais uma vez você está acabando com o que tem, menosprezando aquilo que mais lhe importa. Como é capaz ? Eu teria vergonha se fosse você. Seu ser não é assim. Esse não é você... Aonde está seu você verdadeiro ? Sinto pena de você por não entender.

Down Where I Am

Achei coisas velhas. =)

Quinta-feira. Um comum dia, excerto para três famílias e em especial uma meiga menina, em uma pequena cidade denominada ‘Bom Jardim’. A chegada de um estranho que vinha de longe era aguardada naquele frio dia.
Com um andar curioso e modos mais ainda, o estranho rapaz vestido de preto chega até aquela pacata cidadezinha. Lá, dois amigos o aguardam, para levar-lo até suas casas. Após conhecer a família dos seus amigos, o rapaz vai a rua, ansiando por encontrar alguém, qual pela tamanha vontade, demonstrava ser de extrema importância àquele pobre menino. Sentado na praça frente a uma igreja, através de um olhar esperançoso busca ele por todos os cantos, firmemente, pela tão esperada pessoa. Tomado pela ansiedade, o rapaz escuta uma pura e doce voz, como o cantar de anjos ecoando pelos seus ouvidos, a perguntar: ‘Ricardo... ?’; O menino maravilhado vira-se e lá a vê... Sua amada, por quem tanto esperava ver, impecavelmente linda, a visão mais bela que ele haveria de ter por toda sua vida. Estupefato pela beleza de sua amada, o rapaz sem palavras sem ao menos uma idéia do que dizer diante de tal única situação faz uma pergunta fútil, com o desejo de apenas escutar novamente aquela esplendida voz. A meiga menina o responde de uma forma um tanto ‘contente’, que deixa o rapaz com uma certa segurança. Após uma troca de olhares, os dois finalmente se abraçam, um curto, porém extremamente apaixonado e confortante abraço. Uma rápida troca de palavras acontece, logo seguida de um beijo. Durante aqueles poucos segundos, o rapaz se sente no céu, a provar do mais puro ‘néctar’ do amor, sensação qual nunca havia sentido igual, tão intensa, forte, era como se estivesse no paraíso. Novamente são trocadas algumas palavras entre os dois apaixonados; movem-se para outro lugar e logo começam a olhar fixamente nos olhos um do outro. O rapaz pudera ver nos olhos de sua amada, tão verdes e suaves como os lindos mares de sua cidade natal, todo e qualquer sentimento que a menina estivesse a sentir, ele soube que a podia entender mais do nunca.
As horas passam como segundos. A cada abraço trocado, cada beijo dado, o menino se sentia em um lugar onde somente os dois existissem, provando das mais doces e calorosas nuvens, voando pelo infinito claro céu azul, prazer indescritível. Às vezes ficavam parados com os rostos colados, o rapaz apenas observava o perfeito e meigo rosto de sua amada, enquanto ela caminhava com seus macios dedos levemente pelo seu rosto, em certas horas, a doce menina dava um sorriso gentil como se estivesse a dizer algo, o rapaz a responde da mesma forma; com um simples sorriso, porém de extrema felicidade. Sem dizer qualquer palavra, mesmo quietos, os dois estariam trocando provas de amor através das frases não ditas. O silêncio entre os dois confortava o menino. Ele sabia que não precisava expressar com palavras como se sentia, seus olhos já o diziam.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Fog of perception

Longos dias e belas noites.
Ou terríveis longos dias e temorosas belas noites.
Só pra fechar a seqüência da história do mágico Deanborne ( Dearborn no original ).
E...
"Save me,
The final chord
Don't let it end like this
No, not like this
Tell me
When things were finally getting out of hand
It's out of hand"

Howling

- Parece que estamos chegando ao final. É uma pena, mas toda jornada chega a seu término.
A décima primeira vela acendeu.
Os convidados estavam tremendo mais do que poderiam. Seus corpos começaram a inchar, mas não como balões de ar, e sim como se estivessem injetando massas dentro de suas peles. As veias iam ficando cada vez mais visíveis. Cresceram como um bolo, até se tornarem apenas uma montanha de massa cor de pele suprindo todo o espaço, excerto onde a chama da vela balançava solitária e indiferente.
Onze das doze.
- Pois bem ! Vamos ao último.
A última vela acendeu.
Diferente de todas as outras mesas, nessa apenas tinha uma mulher solitária. Seus cabelos eram curtos, com um corte um tanto masculino. Seus lábios azuis assim como o contorno de seus olhos.
- Ora ! – Se espantou Deanborne. – Alguém fugiu da minha regra ?
Em um piscar de olhos, a mulher se encontrava de frente a Deanborne, encarado-o levantando pouco o queixo.
- O que te... – Sua fala foi interrompida por um beijo. Carinhoso e selvagem, molhado e seco, amoroso e odioso. A mulher com movimentos rápidos despiu-se e o despiu. O jogou no chão frio e logo montou em cima dele. Seu movimento era constante, subia e descia. Nada de mais ali, para Deanborne, tinha sido estranho aquele ato, mas ele só poderia aproveitar uma vez que já estava acontecendo. Trocaram de lugar, as mãos dela, frias como aço, se enrolaram nas costas de Deanborne. E de suas unhas, lâmina foram brotando. Rasgando a pele de Deanborne deixando sua espinha a mostra. O sangue escorria, mas ele não parecia sentir a menor dor. Estava muito ocupado sentindo outra coisa. A mulher continuou a rasgá-lo impiedosamente. “Parece até um sonho” pensou Deanborne pouco antes de seu orgasmo. Pouco antes de sua morte.

TEH ENDI.

Gatsu

- Senhoras, para isso eu precisarei da ajuda de vocês. – As luzes ao redor de Deanborne se apagaram.
Por um longo minuto só as sete velas iluminavam os restos dos convidados já mortos ( E os morrendo ).
Click ! E as luzes geométricas se acenderam junto com a oitava vela. O sorriso agora era largo enquanto Deanborne enfiava com a ajuda de um funil pequenas sementes goela abaixo de suas convidadas. Elas não faziam a menor oposição ao gesto e nem sentiram-se incomodadas no momento. As luzes voltaram a se apagar e acender no palco, onde Deanborne se encontrava na mesma posição inicial: Curvado de forma que somente a circunferência vermelha de sua cartola fosse visível no meio das sombras.
Um a um, os olhos das mulheres começaram a virar até entrar em seus crânios. E um barulho fraco começava a implodir de suas cabeças. Era como rachar um ovo em uma frigideira. Só que na situação, o ovo eram crânios, e a força que os estavam quebrando eram flores brotando direto de seus cérebros, arrebentando a caixa craniana para encontrar seu caminho até a luz. Germinaram rosas muito vermelhas dos cérebros e ficaram ali. Ligeiramente caídas e repletas de espinhos.
Oito das doze.
Em algum lugar, finalmente, um grito de horror se expandiu no salão e em resposta aquele grito horrendo, a nona vela se acendeu. O homem que havia começado a gritar agora não conseguia parar. E para se juntar ao coro, os outros três ao redor da mesa também arreganharam suas bocas em gritos desesperados. Suas mãos estavam loucas tentando fechar seus maxilares, tremendo e descontroladas. Mas o grito só ia crescendo e a boca abrindo cada vez mais. Primeiro as ligações dos maxilares se partiram com um sonoro ‘treck’ Depois a pele foi se esticando até o extremo de sua elasticidade, logo estava rasgando como tecido baratos. Os gritos ainda ecoavam pelo escuro quando o rio de sangue desceu por suas bocas até o chão. Logo, quatro maxilares banhados em sangue se encontravam jogados no chão e nas cadeiras apenas cadáveres branquelos.
- E assim, nove se vão – Disse Deanborne. – Agora, para os que gostam de comer !
Outra vela se acendeu. Os dois homens e duas mulheres estavam rindo quando seus rostos feiosos foram iluminados, mas logo o riso se transformou em uma tosse pesada. A mulher, mais feiosas com cabelos crespos, depois de uma série longa de tosses, finalmente colocou para fora o que a tanto ‘entupia’.
Tripas caíram de sua boca aberta, seguida de seus órgãos. Tudo caia como uma cachoeira bizarra. Os pulmões, o coração, o estômago, o fígado, o baço, os rins e por fim os intestinos. Acontecera o mesmo com os demais. Logo, estavam todos secos por dentro com seus órgãos aos seus pés.
Dez.
Dez de doze, estava chegando ao final do ritual.

Tea

- Está sendo mais rápido do que eu imaginava, e para ser sincero, mais tedioso do que prometido. – O riso que se seguiu era seco. Sem humor.
No fundo do salão, uma vela se acendeu.
- Vocês ! Deixem-me descontar minha frustração, ok ? Prometo que não irá doer... Muito. – Aquele sorriso frio, nasceu novamente de seus lábios.
Começou como uma leve picada de mosquito. Incômoda e persistente. Mas ao tudo se entendia que com uma coçadinha iria passar. Esse era o pensamento, pelo menos até perceberem que estavam coçando a carne de seus braços e não mais a pele; Pois a pele já tinha sido arrancada a muito. A coceira se espalhou por todo o corpo, e insanamente eles coçaram; coçaram até não restar mais o que coçar. Logo se cansaram e quando pararam para sentir perceberam que tinham esfolado todo o corpo e a dor era insuportável. O gritos seguiram logo depois com a percepção. A voz foi sumindo e a vala queimando.
- Seisinho – Cruzando os braços a frente do peito, finalmente abrindo os olhos. Deanborne agora dava um passo a frente – Estranho. Imaginei que a cada vela eu escutaria gritos de desesperos vindo de todos os lados. Decepcionante.
A sétima vela se acendeu. Ao seu redor todos estavam em cadeiras de rodas, com agulhas perfurando suas veias, levando até elas nada mais do que vinho. Eram velhos, com a pena grudada em ossos, quase não tinham mais músculos e os poucos que tinham estavam gastos com a idade. Dentes não tinham e os olhos estavam fundos em suas órbitas. Pareciam ter 120 anos de idade. Todos decadentes e moribundos. Uma toalha extremamente vermelha ficava colada a barriga de cada um. O vermelho era puro sangue e por não suportar mais conter, já estava pingando em pequenas gotas até o chão.
- Morrendo ! E tendo seu precioso sangue substituído por vinho da mais pura qualidade. Ah, sim, queridos. Tenho uma queda forte por vinhos.
Sete das doze.

Hidden Horrors

E assim, três das doze velas foram acesas.
- Essa era minha favorita, pena que tive de usar logo de início – Disse Deanborne, claramente chateado – Mas tudo ok ! Ainda temos muito caminho pela frente ! Vamos ver, vamos ver... Que tal as senhoras ? Sim, sim ! Devo confessar, esse truque não foi de minha autoria. Mas eu o adoro mesmo assim !
A vela se acendeu e pareceu queimar rapidamente. Grande bolas de cera vermelhas foram descendo por seu contorno, ao ter encontro com a toalha branca da mesa, começou a tomar forma: Criando pequenas pernas ( ao total oito ) e crescendo grande presas. Não tinham olhos, boca, ou qualquer outra coisa; Apenas pernas e presas. Caminharam fazendo ‘tick, tick’ com suas patinhas deformadas a caminho de cada uma das quatro senhoras vistosas ao redor da mesa. Quanto mais a cera era derretida, mas insetos eram criados e com mais velocidade iam em direção as convidadas. Em poucos instantes não todas estavam cobertas com os insetos vermelhos e a massa ia diminuindo junto a vela até ficar em sua base, logo os insetos não estavam mais lá, nem as convidadas. Apenas uma poça grande de sangue e uma vela gasta até sua base, mas ainda com sua chama intacta.
- Próximo !
Duas velas acenderam. Os oito convidados paralisaram. Cortes surgiam em suas roupas, rasgos e protuberâncias brotavam de suas costelas. Pouco a pouco um casulo ósseo se formou a redor de todos, grande garras agora tomavam conta do lugar de suas mãos. Com gritos guturais, um grupo atacou ao outro. Não eram mais nada parecido com humanos; Eram apenas monstruosidades sem mente, movidas apenas pelo instinto de sobrevivência ( Do mais forte ), uma pequena guerra tomou lugar entre as duas mesas e no final, apenas uma pilha de ossos partidos e órgãos rompidos.
Agora cinco. Cinco das doze velas foram acesas.

Ebonshire

Não deixa de ser interessante como o corpo humano é frágil e terrivelmente assustador quando virado do avesso. Deixa quase de ser humano e se transforma em uma massa monstruosa fixada por linhas musculares coladas com carne e alguns finos tubos coloridos. Seja como for, o sorriso continua estampado. E o grito de horror também. Os glóbulos oculares são grandes bolas de gude congeladas em um terror frio e a mandíbula aberta deixando amostra dentes calares.
- Oh, não não, meu caro. Avisei a todos. “Uma vez dentro, não há volta.”
Outra vela fora acesa, bem a tempo de ver largos pedaços de carne serem fatiados por linhas metálicas que pareciam quase não existir. Os quatro convidados desta mesa foram pegos em suas fugas desesperadas após a visão dos corpos ao avesso dos companheiros. Infelizmente para eles, Deanborne já havia previsto isso e marcado a forma de suas mortes. A baixo da luz forte da vela, só pedaços serrados geometricamente descansavam.
Deanborne agora se levantava e ficava ereto, seus olhos ainda fechados.
A escuridão do salão era cortada apenas por as luzes azuis e as chamas das duas velas.
- Pensei em uma pequena surpresa para vocês, mas é uma pena. Parece que nem todos estarão disposta a aceita-las.
Outra vela se acendeu. Os quatro gordos homens sentados na mesa apenas se entreolharam, o suor escorria por suas testas brancas e enrugada, mas nenhum esforço para secá-las parecia brotar deles.
- Gostam de vinho, não é ? Sei que gostam, sei que gostam.
Era de se esperar. O vinho nas quatro taças flutuou e com uma torrente impiedosa entraram em cada cavidade dos homens gordos. Os barulhos de afogamento e desespero eram sufocados pela cachoeira de vinho-tinto em suas gargantas. Tentavam debilmente retirar com suas mãos gordas do excesso de vinho da boca, mas era inútil. O vinho saído da taça parecia não ter fim. Demorou um tempo até suas cabeças explodirem fazendo voar uma massa pastosa tendo origem como mistura de sangue, vinho e pedaços de miolos ( Não muitos, Deanborne se perguntou por quê. )

Living Dolls

O cenário está preparado.
Os garçons caminham em silêncio para cada uma das doze mesas do grande salão. Realizam seu trabalho como fantasmas; retiram os pratos vazios e os substituem por uma grande vela vermelha. Vão e retornam com quatro taças para cada mesa, pois é o exato número de pessoas em cada. Após o término de seu trabalho, todos retornam para as sombras de onde vieram. As luzes do grande salão agora vão se apagando vagarosamente. Apenas as chamas bruxuleantes das velas iluminam o rosto dos convidados. Com um click e um grande palco é revelado a frente de todos por luzes cúbicas que vêem do teto.
- Boa noite, meus queridos convidados – Um homem com enorme sobretudo e uma longa cartola se encontrava exatamente no meio do palco – Fico honrado de tê-los aqui.
Todos no salão o fitaram por um momento até que ele continuou seu discurso:
- Me chamo Deanborne. E a troco da boa vontade de todos ao comparecerem aqui, irei demonstrar a vocês algo jamais visto. Um espetáculo imaculado proibido por muitas divinidade e suas respectivas crenças. É lastimável, devo dizer ! Pois embora o terror seja o principal tópico de tal privilégio o prazer e diversão é sua meta final ! O chamam de muitos; Circo do Bizarro, Palhaço Dos Deuses, Teatro dos Pesadelos, Mão Do Demônio. Mas o nome é o menor de seus atrativos. Preparem-se, queridos. Pois uma vez dentro, não há volta.
Deanborne abaixou sua cabeça e fechou seus olhos; para a selecionada platéia só era possível enxergar um fino aro vermelho vindo de sua cartola, o resto era apenas escuridão envolta por luzes azuis.
Uma a uma, as grandes velas vermelhas foram se apagando e alguns segundos depois, as trevas tomaram conta do salão. Silêncio, nada se mexia ou era ouvido, apenas o pesado silêncio dominava. Deanborne continuava em sua posição, estático como se estivesse vivido ali o tempo inteiro.
Como um trovão um grito estridente rompe o silêncio e segundos depois, quando o eco já não existia mais, uma das velas voltou a ecoar sua luminância.
- Ora, ora. – A voz grave de Deanborne se espalhou pelo salão enquanto ele erguia a cabeça com um sorriso quase inexistente.
“I'll take your secret to my grave, for evermore, I'll be your slave.
Because I'm spellbound”

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Terror Train

"Done is done
Yes, there will be no taking back
(Every journey must come to an end)
All hail to the gunslinger
Praise to the Dinh and the King"

Existe um refrão melhor que esse ?
Bem, se existe ou não, hoje não é dia para textos reflexivos.
Apenas escute o riso de seu filho ( Se tiver um ) e veja que a porra da vida tem algum valor.

domingo, 11 de outubro de 2009

Life Stream

Sentado em baixo deste céu estrelado, me encontro sozinho vagando em pensamentos inúteis. Ao meu redor, todo está em constante movimento e sempre seguindo um fluxo invisível que os prende a rotina. Deveria ser tudo tão sozinho e frio se não fosse pelas cores. Explosões de cores parecem me seguir. São harmoniosos como o fluir da galáxia. Se expandem em cataratas silenciosas soltando pequenos fios brilhantes por todos os lados. Eu vejo Azul-Celeste se dissipar em ondas ao tocar das cordas do Violino do homem. Eu vejo o Vermelho vagar pelo ar ao ronronar dos motores dos carros mais caros. Há também o Verde-Claro que flutua em partículas ao redor de todos os homens que passam, a para as mulheres, eu vejo o Rosa-Claro envolvendo-as como auras. Para os pássaros eu vejo as grandes rajadas de Roxo serem expelidas de suas asas concordando com suas batidas. O meu mundo é tão belo e distinto do que os outros estão acostumados a ver. Mas nesse mundo colorido eu ainda me encontro sozinho, pois sim, eu tenho ao meu redor espetáculos vivos a todos os momentos, mas em meu mundo não há som.

sábado, 10 de outubro de 2009

The Gunslinger

Agora que a Bruxa Má está morta, somos obrigados a dizer Adeus a estrada de ladrilhos amarelos, pois o Rei Rubro nos aguarda trancafiado em seu purgatório no Fim Dos Mundos, uma vez que as rosas são venenosas porém ainda continuam rosas, frágeis e impossibilitadas de deter o mau de tomar posse do Portal. O Gunslinger já passou em seu teste, então digam obrigado, pois estamos salvos.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Talvez não.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Symphony No. 7 - 2nd Movement

Está bem, já chega. Eu desisto. Mas por favor, faça parar.
Até mesmo aqueles dois já não podem me salvar mais.
Já chega, por favor. Já chega.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Silence Calls the Storm

Não está muito longe, não mais
Ele estende sua mão com carinho materno
E por trás de seus amores, é possível se ver
Pois não está muito longe.

“Venha e seja meu companheiro”, ele diz
“Venha e lhe mostrarei o caminho para a felicidade”, ele promete
“Venha. Venha e você será imortal na própria morte”, ele provoca
“Venha, já que não estarei para você sempre”, ele ameaça.

Mas sua beleza agora já fora embora
Seus toques não possuem mais a mesma melodia
Embora seus olhos ainda sejam provocantes como uma maçã
Tem algo que não permite ter resistência.

“Sua dor vai embora”, ele diz
“Seu sofrimento ficará para trás”, ele promete
“Sua tristeza será enterrada em seu passado,” ele provoca
“Seu tempo está quase acabando”, ele ameaça.

Suas mãos são tão frias quanto a morte
Seu sorriso tão sedutor quanto uma mulher
Mas ele é o demônio escondido atrás da sinfonia
E mesmo sabendo do perigo, eu aceito adentrar em sua capa avermelhada.

sábado, 3 de outubro de 2009

Redemption

Olhe para tudo isso. O mundo está em ruínas. Ninguém sabe quando ou por que isso começou, só sabem que está acontecendo e todos são obrigados a conviver (morrer) com isso. Os grandes prédios já desabaram sob suas fraquezas e os que ainda restam, estão perdendo para a corrosão em seu coração. Os pequenos casebres já viraram poeira e os que ainda resistem, não passam de restos apodrecidos do que já foram lares. O céu sempre está negro, é noite até mesmo em pleno dia. E o ar é pesado como os antigos caminhões, aqueles que o conseguem inalar são raros e os que não conseguem, já não passam de pó sob o vento que constantemente castiga esse mundo arruinado. Os humanos, aqueles que ainda conseguem sobreviver, não possuem mais nada no coração a não ser o desespero e em seus cérebros, a fome domina como um cão sarnento diante de um prato de comida. Mas não há comida nesse mundo. Nem sequer sobras. A única comida são os próprios. Como os tolos de natureza que são, no momento do terror ao invés de resistirem em união, os humanos criam guerra. E os mortos são servidos como jantar para os vencedores.
O mundo está em ruínas. A vida já não possui mais vida.
Mas olhe; Existem roedores. Brancos. Com os olhos vermelhos como as chamas do inferno. São os únicos saudáveis, os únicos fortes o bastante para sobreviver a ruína. São tão surreais, possuindo tanta vida no meio de tanta morte.
Mas são apenas três.
Pois o mundo está em ruínas.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

With You

I'm feeling alone those days...
Like nobody care.
But, well... When you live like that, you pretty much have no choice besides feel alone.

Move... Well. I'd like that.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Versus

"
Se é gostoso faz logo, amanhã pode ser ilegal.
"

Quote de uma pessoa infeliz.

Glory To The Brave

Hey, herói pequenino;
Não passou nem tanto tempo assim, não vê ?
Ainda estamos no mesmo sítio
E lutamos por causas que já foram perdidas há séculos
Não tema, herói pequenino;
Pois onde há luz, sempre há escuridão
E nem sempre a escuridão domina aqueles de corações iluminados
A batalha segue cada dia mais tortuosa e os gritos se unem:
“Um dia o Sonho irá retornar”
Mas, hey, herói pequenino;
Não sempre valerá a pena batalhar por ilusões
Se tais o fizer levantar seus pés e braços para o Sol ?
Se existem aqueles que sempre acreditarão em mundo
Rodeado por fogos de artifício ?
Meu herói pequenino;
Para você que carrega em seu interior e
Exterior um riso tão verdadeiro
Para você que já possui o dom mais precioso
Em sua alma e em sua vida
Grandioso herói pequenino;
Carregue com ti o orgulho de seus pais
Carregue com ti a esperança dos que o amam
Herói, com um beijo em sua testa
Eu lhe deixo um peso em suas costas
Mas com o mesmo beijo em sua testa
Eu lhe deixo o calor do amor
A lição mais importante na vida eu lhe deixo aqui
Herói.



Ode to my Son.²

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Symphony No. 7 - 2nd Movement

“Carregue-me para a praia e me enterre na areia.”
É assim que o chão sob meus pés irão desaparecer ? A idéia de fazer alguém voar por si só já parece ser loucura, mas existe loucos para ( quase ) tudo nesse universo, assim creio. E o que os insanos não dariam para fazer voar aquela especial ? Ora, pergunte a um amante do simples e ele lhe dará uma resposta justa, já se perguntar ao amante do impossível, teorias irão adentrar em sua conversa e logo irá perder o ânimo para o assunto. O importante fato que não deixa de existir nas teorias dentro da espiral que vivemos é que sempre envolve um beijo. Simples e ao mesmo tempo complexo, insignificativo e ao mesmo tempo importante. Entre dois apaixonados, mesmo estando cansados ( até mesmo enjoados ) ainda há aquele momento inesperado, quando um beijo trocado querendo expressar o coração faz o chão sob seus pés serem banidos por alguns instantes, faz com que os sons a seu redor virem poeira e aos poucos se apaguem. E ali, aquele movimento complexo de mandíbulas, línguas e mãos se torna algo raro e só apreciado por poucos. O beijo verdadeiro, aquele com a vontade do coração de ambos os lados. É raro, não é ?
Então me diga. Nós ainda nós fazemos voar ?




*Nota pessoal: Essa música PRECISA estar tocando na hora de minha morte.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Fairy Tale

- Você ainda pensa em mim como um monstro ?
- ... Eu nunca pensei em você assim.
- Mentira.
- ...
- Você me vê nessa forma e ainda tem medo de mim.
- Eu não a temo.
- Mentira.

Ossos ? Você me carrega no colo e eu consigo sentir protuberâncias desprendendo de sua fina pele. Mas isso não me assusta, nem o fato de sua pele não ter cor e eu conseguir enxergar os restantes músculos que ainda prendem como carne podre e não conseguem sustentar força nenhuma. O cheiro da sua carne pútrida não me faz tão mal quanto deveria, meu olfato já está acostumado com sua podridão. Seus olhos negros como a noite, serrado dentre pálpebras gastas e vermelhas me trazem um aperto no coração, mas não é medo. Seus membros disformes e pesados, por mais magros que sejam, não chegam nem perto de me apavorar. Sua boca, nem lábios para ser fechados ou beijados, apenas duas fileiras enormes com grandes caninos afiados não me trás medo. Sua aparência fora do comum não consegue fazer com que meu pêlo se arrepie. Sua voz gutural não faz com que meus músculos se contraiam. O que me assusta e apavora no fundo do coração, é o fato de eu estar amando algo como você.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

My Nation

Pela minha nação
Eu conheci aqueles que foram à luta
Pela minha nação
Eu conheci aqueles que devotaram sua vida
Pela minha nação
Eu vi todos aqueles que morreram ou estão morrendo
Pela minha nação
Eles todos são orgulhosos e não temem o escuro, tudo isso
Pela minha nação
Os soldados que voltam retalhados com as almas perdidas
Pela minha nação
Eles sorriem e dizem obrigado, como se não estivessem dominado pela tristeza
Pela minha nação
Foi assim que eu perdi meu amado
Pela minha nação.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Ravenous

O lapso de criatividade esses dias têm aumentando. Só o vácuo reside agora.
Preciso de inspiração. Tanto necromancer quanto romance.

Feel Good Inc.

A chuva de rosas mancham o tapete vermelho como gotas de sangue. O aroma, é claro, é mais doce e suave, porém o desejo não para com o tempo e nem o mesmo o tenta impedir. Aquele calor que vai subindo de leve, dominando a sensação e libertando o desejo dos confins mais profundos da mente.
O movimento não consegue ser interrompido nem que fosse a custo da própria vida, a única importância agora é o contanto entre estranhos. O ambiente ao redor parece estar totalmente a serviço daquela divinidade e os ruídos de fora são ignorados junto ao monte de capas negras no armário.
Tudo serve o fluxo. Tudo a serviço do calor e do vai e vem.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

In Memories 'A Boy Meets the Man'

Olha como a morte passa diante de teus olhos como uma simples palavra e a vida em teus pensamentos é sempre pesada e repleta de pântanos solitários. Parece até a soberania da tristeza que mora em teus olhos afundando o pouco calor que resta de teus sentimentos em lágrimas salgadas, gelando os poucos batimentos alegres de teu coração. Tu caminha sob o luar sem ao menos gritar tua liberdade para os céus estrelados, tu só tens coragem para desmoronar sob seus pés calejados e se afogar em prantos mortiços. E ainda, tu que mataste o Sol chamado Lua, e ainda que não sejas digno de perdão e muito menos de um beijo carinhoso, e ainda que viva em busca de tua redenção impossível, ainda ei de te amar sem dar importância aos pecados de tua vida em ruínas.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Suicide Tale

"Carta de suicídio.
Acho que a maioria das pessoas já pensaram em fazer uma. Então, por que não ?
Começando pelo motivo. Ah, minha vida é sofrida, eu não tenho dinheiro para sustentar minha família e sei que falta oportunidade de emprego ainda mais para alguém sem experiência igual a mim. É impossível eu me erguer assim, sendo tão fraco em estudos. ...
Porra nenhuma. Quem me dera ter um motivo decente. O único motivo é meu cansaço. Eu li em algum lugar algo como ‘você pode fugir de tudo, menos de você mesmo’ e eu acredito profundamente nisso. Posso tentar de todas as formas fugir, mas da minha mente que o que mais me perturba não vai de forma alguma me deixar e domá-la está completamente fora de questão. Então, em resumo o motivo poderia ser “Mente cansada de trabalhar e pessoa cansada de suportar”
Tenho tantas pessoas que deixarei para trás, pessoas que se importam comigo e que me ‘amam’. Puta merda. Eu as amo de todo coração, mas acho que sempre fui egoísta então no final de tudo... Eu vou fazer o possível para continuar dando meu amor a elas do outro lado ( Se é que existe um outro lado ) – Vá, pois existem outros mundos além desse -.
Não tenho recado pra deixar para ninguém, apenas; ... Hã. Eu quis assim, obrigado. ._.
Nem desculpas. Errei, errei de novo e errei mais uma vez e ta bom fica por isso mesmo.
AGORA o principal: Meus bens adorados.
Para meu filho ( mais importante ): meus livros e mangás. Tenho esperança que ele goste...
Para meu pai e mãe: PRU CÊS EU DEIXU MEU AMOR, pois meus bens materias não são de seus interesses.
Para Jéssica: Meu... notebook ?
Para Arthur: Meu Pc e etc.
Para Dante: Meu PSP e meu DS.
Para João Pedro: Meu PS2.
E acho que só, não tenho muita coisa.
._.
AH CLARO. Minha guitarra e meu teclado vão ficar para meu filho.
Para ficar no meu quarto ou em qualquer buraco: Minha espada. ( Se possível enterrar comigo <3 )

Pronto, só isso que tenho a dizer. ._.

( Preferências pós morte: Sobretudo como roupa, plx.
Cemitério bonito seria legal. :/
Só :D )
"

Melancholia

Está tão distante. Daqui de baixo eu apenas consigo ver o brilho que reluz com sol, mas eu sei que está lá. Esticando minhas mãos o e abrindo-as ainda não é o suficiente para alcançar aquele palácio distante e a estrada que poderia levar até ele, já está em destroços. Minhas pernas não possuem a força e nem meus músculos para reconstruir a estrada ou caminhar sobre os destroços. Será que vai ter alguém para me carregar até lá ?

terça-feira, 15 de setembro de 2009

November Rain

Como é fácil perder as forças diante de algo grade. As paredes vão desabando igual um muro de lama diante de uma tempestade e assim como tal, suas resistências vão sendo levada pela enxurrada.
E aí você olha para dentro dos destroços e não vê nada além de escuridão, mas há luz, são apenas seus olhos que estão vendados ou é você que está dormindo afundado em um pesadelo mais do que exagerado. Todo drama a sua volta parece pesado para seus ombros e seu coração está sendo sugado para um lugar distante daquele calor aconchegante. O mundo tanto ao lado de lá quanto para o lado de cá está coberto em um bloco de gelo e seus pensamentos estão desesperadamente tentando trabalhar para tira-lo daquele mundo solitário, mas é tudo inútil. No final das contas, quando você está sozinho à noite dentro de seu quarto, a força que você pensava que tinha se demonstra tão banal quanto o esforço de um papel tentando resistir a um tufão.
É tão inútil quando tudo está longe.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Phantom Toccata

Largas asas negras começaram a desprender-se dos corpos das mulheres, que a essa altura já tinham ganhado bicos longos e amarelados no lugar de seus narizes e bocas. Seus olhos escureciam e assumiam uma forma arredondada como bolas de gude. Seus cabelos agora eram longas penas beirando entre o preto e o castanho. Suas mãos se transformavam em garras de acordo com que iam se aproximando do irmão mais novo. Sorrisos malignos brotavam daqueles longos bicos afiados e em questão de segundos as criaturas já estavam atacando o irmão mais novo com seus bicos e garras carniceiras.
Finalmente para o irmão mais velho a paisagem tinha mudado. Depois de atravessar incontáveis corredores, agora tinha se deparado com um caminho guiado por velas. Começou a seguir quando outro daqueles gritos rasgante irrompeu pelos seus ouvidos.
Todos nós comemos carne vermelha ou branca. Mas no máximo vemos aquelas peças de carnes penduradas no açougue ou então já prontas para ser comida. Até aí sua aparência é agradável ou até mesmo provocante. Mas será que alguém já viu como ela é após o abate do animal ? Bem, você pode imaginar. Deve haver tripas retorcidas cobrindo cada cavidade e órgãos ( talvez ) ainda se debatendo em um último suspiro de vida. Os músculos ainda firmes e com alguma vida, porém ainda assim dilacerados. E se você for imaginar um pouco mais a frente, olhando para aqueles abatedouros que não tem a menor piedade do animal, é possível imaginar como os olhos são arrancados da cabeça já morta e o cérebro espatifado de modo como poça ocupar menos espaço em um lixo próximo. Para o irmão mais velho a imagem fora pouco pior e mais carniceira: Seu irmão ( Ou o que restava dele ) estava amontoado em um canto da sala pela qual acabara de adentrar. Não conseguia identificar membro algum. Parte alguma do corpo. Era como uma montanha de carne mal moída, pois ainda haviam ossos partidos e órgãos espedaçados, como ingredientes de uma sopa. O irmão mais velho, com seus olhos repletos de lágrimas que não paravam de insistir em cair, virou-se até enxergar uma daquelas grandes gralhas humanóides com um dos globos oculares de seu irmão mais novo entre os enormes bicos ensangüentados.

The Omen of Jenova

Você sorri mesmo quando seus dentes expõem tanto sangue e sua feição não é nada além de crueldade.
Você vê a carnificina sendo criada com crescente interesse e seus olhos se contraem com prazer pela tortura iniciada abaixo de seu território. Como pode ver seus compatriotas sendo massacrados em meio batalhas sem fim. Você vê seus órgãos sendo usados como decoração para prédios decadentes, seus sangues servindo de pintura para ruas inundadas com cadáveres podres e ainda assim você sorri em seu reino lá no alto. Não consegue ver que o final já está aqui ? Os demônios foram libertados e a caçada contra a vida começou. Lua Sangrenta, é incompreensível como consegues ser tão sádica, mesmo quando seu lado negro é tão doce e carinhoso.

domingo, 13 de setembro de 2009

None

O sono fala mais alto, os textos de hoje ficarão para amanhã.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Black Waltz

O verdadeiro amor, como qualquer outra droga forte que cause dependência, não tem graça. Assim que a fase do encontro e descoberta se encerra, os beijos se tornam surrados e as carícias cansativas... excerto, é claro, para aqueles que compartilham os beijos, que dão e recebem as carícias enquanto cada som e cada cor do mundo parecem se aprofundar e brilhar em volta deles. Como acontece com qualquer outra droga forte, o primeiro amor verdadeiro só é realmente interessante para aqueles que se tornaram seus prisioneiros. E como acontece com qualquer outra droga forte que causa dependência, o primeiro amor verdadeiro é perigoso.

Somnus

Assim como as duas primeiras mulheres, mais duas surgiram e decidiram que seria melhor acompanhar-los, “Seja para onde for que estivermos indo”, pensou o irmão mais novo. Finalmente, quando ele já estava perdendo as esperanças de poder chegar a algum lugar seguindo por aquele corredor, uma luz diferente surgiu a sua frente. Não era mais luz de velas amareladas; pertencia a luminárias brancas e fortes provavelmente penduradas ao teto. “Chegamos, docinho”. Uma mulher atrás dele fechou a porta de correr enquanto as outras iam para o centro do cômodo. Ficaram ali paradas; fitando o irmão mais novo com aqueles sorrisos que trazia arrepios à espinha dele. “Certo, chegamos... Mas... chegamos onde ?”; “Ara ! Pensei que você já soubesse, docinho.”;”Procure em sua mente, amoreco.”;”Sim, procure, pequeno anjo...”;”Não consegue ver em nossos rostos, adorado ?”. O irmão mais novo recuou até a porta e tentou abrir, mas como já era de se esperar, não teve resultado algum. Olhando para as mulheres a sua frente, uma palavra veio a sua mente: “Taheen”, deixou escapulir entre seus lábios em não mais do que um sussurro, já fora o suficiente.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Brighter Than Sunshine

Está tudo tão diferente. Até mesmo o cheiro da estação não é o mesmo.
Parece mais fraco e menos provocante. Por uma razão mais forte, a estação ainda continua a mesma ( Será ? ), embora seja menos presente em seus afazeres e talvez mais relaxada com seus deveres. Mas, ah, nem tudo é assim. Ela tem seus momentos de glória, tem sim, apenas são selecionados. Ainda cresce as flores com cores vibrantes e perfumes prazerosos, os vastos campos ainda são repletos de vida e, talvez, o cuidado com que abraça suas criações não tenha perdido todo o amor. E por tocar em amor, lembro-me do meu. Meu amor, meu anjo, minha... idealista de tantas faces. Ó, bela imagem formada envolto saudosas asas angelicais em tua moradia distante. Como fazes falta o veludo que a rodeia de forma tão calorosa. É verdade que tens tuas lutas e teus prazeres para tomares conta, mas rogo para que não te esqueça de que abaixo de tuas altas montanhas, pregado em um longe mar há algum que ainda pensas em ti com incansável intensidade e ainda a ama como mulher guerreira, embora cativada por devaneios horripilante continuas tendo, aqui, bem ao lado do peito esquerdo, luz tão forte talvez quanto o próprio sol. Ah, menina-não-tão-menina. Eu a amo como Roland amou Susan, eu a amo como o Sol um dia amou a Lua, e por notar, nosso amor se iguala tão bem com Sol e Lua.
Estação que ainda vive, amor que ainda sobrevive. Irão durar tempo como esperam meus mais persistentes sonhos ?

Disturbed

É solitário, não é ?
Essa desolação, esse clima tão...
indefinível. Não é quente, muito menos frio. Aqui venta, mas o vento não faz muita diferença.
Ele traz a poeira, é verdade, mas apenas isso.
Não há vida, muito menos morte. Ao longe, a visão parece um sonho.
A terra, o chão, daqui não tem sentimentos. Ela não chora, muito menos reclama.
Caminhar aqui é como voar. Mas não tem liberdade, muito menos paz.
Pergunto-me mais uma vez. És a morte ?
Não é vazio, muito menos isento de sentimentos.
Há o medo. O grande escuro que cobre os fragmentos do que um dia chamava-se alma.
Diga-me mais uma vez. És o pecado ?
Não tem sabor, muito menos odor.
Se não é capaz de distribuir o prazer em suas asas, talvez não seja de todo mau.
Sendo assim...
Indefinível.
Responda-me mais uma vez. És um sonho ?
Parece com um sonho e sente como um sonho.
Deve ser um sonho. Um pesadelo.
Mas...
Estou acordado. E meus olhos já estão abertos.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Fiddler on the Green.

Lua do Demônio, por que ainda permanece no céu quando seu tempo já se foi ?
Dentro de uma pequena sacola ficam as almas dos infelizes que a mais nada dão valor.
O caminho é longo e tortuoso até o final da jornada e as almas reclamam por toda eternidade por sua falta de liberdade. Clamam em desespero por um espaço para respirarem o ar puro do lado de fora de sua pequenina prisão. Criam todo tipo de tortura abaixo de sua suavidade, Lua do Demônio, e rezam para existências enganadoras a favor de acalmar seus espíritos conturbados. De nada adianta, para nada terá serventia enquanto não forem verdadeiros com seus sonhos. A culpam, Lua do Demônio. Dê espaço para a Lua do Beijo se mostrar. Eles dizem, eles berram; Se um Deus mais carinhoso fosse seu Senhor, seriam menos impotentes e mais destemidos. Amariam ao próximo como amam a si, seria caridosos a ponto de doar a alma em troco de um prato de comida para um necessitado. Mas que existência será essa, a partir do momento que não conhecem o Amor, a Caridade ou a Coragem ? Para serem o que dizem que serão, deveriam clamar por um Coração ao invés de outro falso Senhor.

Dancing With Devils

O barulho dos carburadores é intenso ao redor, a fumaça escurece o céu a ponto de encobrir o sol completamente. Não há uma fresta sequer.
Ele se encontra a minha frente, sentado a modo que consiga conter sua corpulência na pequena cadeira de madeira. Caninos descomunais e afiados como lâminas brotam de seus grossos lábios, são protuberâncias perturbadoras. Seu enorme nariz bufa como bufariam grandes touros criados livres em pastos intermináveis. Seus olhos, cerrados com crescente desconfiança espiam por de baixo de suas sobrancelhas apertadas. “Jogue”, ele diz. E eu jogo. Não é um jogo bom; está mais do que na cara que irei perder, mas ele é um demônio e com toda certeza está roubando, então o que me impedirá de roubar também ? Nada, pois é isso que faço. Puxo uma carta que escondo embaixo da cadeira e meu jogo muda radicalmente. Os olhos dele ainda estão cerrados e agora ele mastiga sua língua em uma pontada de impaciência. Eu jogo, ele arregala discretamente os olhos e grita: “VOCÊ ESTÁ ROUBANDO !” Digo a ele que não, não estou roubando. Ele bufa com mais força e puxa uma carta. Estampa na cara um sorriso digno de um vencedor, expondo todos os seus enormes dentes para fora. Ele faz sua jogada e acaba vencendo o jogo. Zomba, como todos os demônios que se prezem faria. Aponta o dedo e solta suas risadas sombrias. Diz: “Humanos não prestam nem mesmo para um jogo !” Ao seu lado, vindo aparentemente do nada, um demônio menor com aparência de Poltergast pigarreia alto e em suas mãozinhas vem trazendo uma caixa de madeira bem selada. “Não sei não. Na ilha que trabalho, há vários humanos legais.” Diz ele. E assim como apareceu do nada, para o nada ele desaparece.
Meu ônibus vai partir, recolho minhas cartas e retiro-me da mesa. O demônio reclama, diz que não aceito perder. “Preciso ir agora, mas isso não quer dizer que eu não vá querer jogar novamente com você, amigo. Te vejo outro dia.”, entro no ônibus e vejo o demônio se dissolver em névoa com uma expressão mal-humorada.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

As The Rush Comes

E ele me disse: “Apenas vá embora.”
Ora. E o que mais há de fazer nesta terra ?
Tão raros, tão únicos e ainda sim nada mais do que bonecos
Os vejo cavando covas para os próximos como um ritual sem a graça da piedade
Se definem tão poderosos e auto-suficientes e ainda existem em guerra contra a própria carne
Afogados na putrefação da ganância com sorrisos porcos e dentes de madeiras
Seus professores, há, que lecionadores
Em sua sábia ignorância imaginam-se conhecedores da verdade aplicando roteiros pré-escritos em seus futuros governantes.
Da escola da vida, os frutos já são distribuídos podres e velhos.
E dado ao crescimento dos neurônios, raros exemplares são tirados das embalagens
E expostos ao ar escuro das grandes metrópoles ( que com orgulho ) levantaram a troco do que lhes foram dado para sustento.
O meu pai, como me diseste. Apenas irei embora.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

High Hops

Olha aquela foto ali. Está vendo o quão bonita é ? Aqueles ali, um dia fomos nós.
Consegue vê a vida em nossos olhos ? A verdade em nossos sorrisos ? E pensar que isso foi anos atrás. Agora olha essa outra foto aqui. Está vendo o quão enrugados nós estamos ? E o quanto a idade afetou nossas peles ? Mas... Olha direito. Olha para nossos olhos e nossos sorrisos. Ainda continuam os mesmos. Incrível, né ?

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Kiro

"lalalalalala
eu te amo,viu

non forget jamais!!



nós fomos feitos um pro outro, meu bebexinhu lindu! =)



eu vou sentir mt a xua falta... =(((






neoqav
"

Who Am I

Talvez seja só o tempo vago, possivelmente apenas muito espaço vazio e pouca variedade de pensamentos. De uma forma ou de outra, assim faz parecer que tudo não é certo, que só traz dificuldade e tristeza. Se for assim, pare de tentar, desista de uma vez. Não continue caminhando pensando em uma hora ter que voltar toda a montanha. Essa indecisão já está me cansando.

domingo, 30 de agosto de 2009

Something

O irmão mais novo tinha convencido a si de que era apenas ilusão; Não teria como ter asas ali, a não ser que as mulheres mantivessem um pássaro bem grande em cativeiro, algo que em seu bom senso julgou ser impossível. Afastou da mente aqueles pensamentos e se voltou a procurar pelo óleo para sua luminária, acabou se vendo no que parecia ser o quintal da estalagem. Era gramado até onde seus olhos podiam ver, longo corria um pequeno rio que fazia um ruído baixo, como se estivesse com receio que alguém ouvisse sua água correr pelas pequenas pedrinhas em seu fundo. Não havia ponte para cruzar o rio que cortava o caminho e também não havia necessidade do irmão mais novo atravessar, a última coisa que gostaria era sair da estalagem sem seu irmão mais velho ( Infelizmente, iria se arrepender de não ter aproveitado essa chance ).
Encontrou o caminho de volta para dentro da estalagem sem muita dificuldade, antes mesmo que desse mais de um passo para dentro, uma das mulheres o surpreendeu com um grande sorriso estampado no rosto. “Ara ! Você está perdido, meu docinho ?Venha ! Venha comigo que te levarei de volta”. Passou um braço por volta dele e o levou adiante pelo corredor. Agora estava repleto de claridade, velas foram colocadas em todos os cantos de modo que espaço algum ficasse escuro, mas para o irmão mais novo o corredor se tornara bem mais assustador daquela forma. As velas criavam sombras que iam e vinham nas paredes, o vento fraco que conseguia penetrar fazia desenhos cada vez mais horripilantes com as chamas que bruxuleavam sem parar. Era novo, mas já herdava o orgulho da família. Não queria se mostrar temente a sombras para a mulher estranha, puxou o máximo de ar que pode e com um longo suspiro se colocou na postura mais respeitável que conseguiu, estampou um sorriso na cara e se deixou levar pela mulher que também sorria. Andaram o (enorme) caminho todo sem pronunciar uma só palavra. A mulher apenas continuava com aquele sorriso enorme na face, o irmão mais novo descobriu depois de algum tempo que não confiava naquele sorriso; tinha algo errado ali e não sabia se queria descobrir mais do que isso. Sua linha de pensamento foi cortada quando outra mulher saiu de uma pequena porta ao lado esquerdo do corredor. “O que estão fazendo aí ? Venha ! Eu acompanho vocês.” Assim como a primeira, também colocou um sorriso na face e foi para o lado do irmão mais novo e tomou-lhe a mão para colocar junto a dela. Naquele sorriso, ele também não confiava. E afinal, que corredor era aquele ? Sempre iluminado, sempre distante e infinito. Imaginou qual seria o tamanho daquela estalagem. Poderia jurar já estar caminhando a mais de meia-hora e a paisagem não mudava em nada.

sábado, 29 de agosto de 2009

Never Ending Search

"See the TURTLE of enormous girth,
On his shell he holds the earth.
If you want to run and play,
Come along the BEAM today.
See the TURTLE of enormous girth!
On his shell he holds the earth.
His thought is slow but always kind;
He holds us all within his mind.
On his back all vows are made;
He sees the truth but mayn't aid.
He loves the land and loves the sea,
And even loves a child like me."

Forces

[Interrupção]

Metal. Está por toda parte. Não existem estrelas nem lua; não existe o céu. A escuridão e o frio do metal são tudo que existe por aqui. Muitas das construções são ancestrais, algumas ainda estão sendo criadas pelos arquitetos. Criaturas fruto da mutação entre aqueles que um dia já foram humanos, a mente cibernética da rede e estruturas robóticas. A partir de suas mãos, pilares de aço são erguidos em questão de segundos. Os caminhos acessíveis são estradas deformadas por inúmeras lutas dos Seres de Silicone contra os Ciborgues, eles que ainda se denominam humanos por uma memória há muito perdida. Nessa existência, tudo é interligado e todos os respiradores são apenas um. Não há limites para a estrutura de metal, e os humanos verdadeiros foram extintos devido sua ganância e prazer com o pecado. Sua arrogância deu-se hoje o que chamamos de existência vaga. Um dia, tudo criado teria seu objetivo, hoje, em uma época que até mesmo o resto do nosso universo ( Aquele que nossos olhos podem enxergar ) foi dominado pelo metal, não há nada a se fazer a não ser vagar pelo espaço.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Some Miracles of Entrails

O irmão mais velho seguia pelo corredor há vários minutos, antes não tinha dado conta de quão ‘sem fim’ era aquele corredor, somente agora que sua velocidade ia diminuindo e sua respiração ficando cada vez mais difícil que parou para pensar na distância que tinha coberto e realizar de que era impossível que aquele corredor fosse tão longo. Parou, então, e se sentou no chão para pensar. Olhou para os lados e viu que não havia mais portas e ele não conseguia ver fim em ambos os lados, apenas escuridão. Um grito de desespero irrompeu através da escuridão, vinha de todos os lados, cima e baixo. “Irmão !”, o irmão mais velho levantou e correu o mais rápido que pode na direção que tinha vindo, o silencia já havia retornado a dominar a sua volta. Depois de correr algum tempo, percebeu que seria inútil continuar sem destino naquele caminho infinito, se posicionou e atravessou uma das paredes de seda e madeira, mas ao chegar do outro lado, viu-se de cara com mais um corredor sem fim. Não tinha ficado muito surpreso com aquilo, apenas pegou ar e continuou a perfurar as paredes. Uma, duas, três... Nada. Apenas o mesmo corredor escuro. Já estava cansado e a ponto de se entregar; Ficar ali e, quem sabe, morrer de fone ou na melhor das hipóteses, alguém se lembraria de sua existência e o fosse procurar e com sorte, o encontrasse ali logo. Outro grito destruiu a calmaria, no mesmo momento o irmão mais velho levantou a cabeça, pensou em seu irmão mais novo e logo já estava atravessando as paredes mais uma vez. Uma, duas, três, quatro... Estava tão apressado em encontrar uma saída que pouco prestava atenção em onde passava, ao entrar em um corredor e se pôr novamente indo contra a parede, acabou tropeçando em algo e batendo de cara no chão de madeira. “Talvez com isso você tenha uma chance”, quando o irmão mais velho se levantou, a menina já tinha evaporado no escuro. Olhou para o chão e viu que uma espada embainhada se encontrava ali. Era vermelha como fogo e no meio daquele escuro, ela reluzia com uma luz tão forte que fez o irmão mais velho se perguntar como foi possível passar por ela sem perceber. Pegou-a, juntou ela contra o peito e correu para atravessar mais uma parede.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Delusive complexio

[Interrupção ]

Se isso não acabar irá se transformar em um distúrbio.
Se isso não acabar irá terminar exatamente em ‘terminar’.
Eu não sei o que fazer quanto a isso, mas se continuar vai me destruir.
E justo agora que eu não quero ser destruído.
Diga-me, o que fazer ?
Calar ou deixar ?

Muita coisa na minha cabeça. Muita coisa que eu gostaria de esquecer e muita coisa que eu gostaria de não dar a mínima.

Midnight Shooter

“Fique aqui !” Gritou o irmão mais velho enquanto saia em disparada pelo corredor escuro. “Aqui ... ?”, a pergunta boba do irmão mais novo saiu para ninguém. Quando se deu conta de que estava sozinho no meio da noite em uma estalagem que nunca tinha ouvido falar, com uma baita chuva caindo lá fora e com seu irmão mais velho perseguindo uma garota que nem ao menos conhecia, o medo desceu sobre o pobre irmão. E, como em toda história para se formar o ambiente completo compatível com a altura do medo de quem a está vivendo, a luminária se apaga com um sopro forte de vento, deixando o irmão mais novo não apenas sozinho em um lugar desconhecido, como também no escuro. Mas ele não era bobo, sabia que tudo que precisava era de uma boa quantidade de óleo para deixar a lamparina acessa. Com isso em mente, saiu da pequena sala e se deu de cara com um largo corredor ( A esse tempo, o corredor pareceu metros mais cumprido ao olhar dele, mas tinha certeza de que era apenas a escuridão ), foi andando a passos apressados, mas não chegava a ser uma corrida. Se perguntava onde o irmão mais velho poderia ter ido e como poderia ter ido tão longe em tão pouco tempo. Ao longe, ele via um quarto iluminado. Era possível ver as sombras através das paredes de madeira e seda. Junto as sombras, ele ouvia vozes muito agudas e com tremendo pavor se aproximou o suficiente para escutar as vozes e não o bastante para que elas o escutassem. “E então, e então ?”; “O que devemos fazer ?”; “Já faz tanto tempo que tivemos meninos tão jovens assim !”, as vozes viam de pessoas diferentes, ele sabia, mas pareciam todas iguais. Todas ‘rasgadas’, como se não viessem de garganta humana. “Ara, ara ! Devemos fazer o de sempre !”; “Eu não agüento mais o de sempre !”;”Fazem ANOS que não comemos o de sempre !”; “Não importa ! Eu não quero !”. As vozes se tornaram mais rasgadas e agudas até que entraram em uma discussão que para o irmão mais novo era impossível definir o que estavam falando. Pelas sombras, ele via que as mulheres estavam se amontoando uma em cima da outra, como se estivessem brigando. Fez força para desviar o olhar e ir embora. E conseguiu, mas não antes de ter um vislumbre de uma provável peça de sua imaginação. No meio de todas aquelas mulheres amontoadas, ele pôde ver protuberâncias, praticamente asas bem pequenas formando sombras naquele bolo disforme.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Ave Maria

Abaixo da luminária de óleo, se encontrava uma plaquetinha de madeira rústica com “Estalagem” entalhada em letras grossas. Agora que estavam próximos, podiam ver que não era apenas uma, mas quatro luminárias presas as paredes de madeira e seda da estalagem. As chamas dançavam com o forte vento, mas não davam o mínimo sinal de que poderiam apagar com a forte chuva que despencava a sua volta. O irmão mais velho bateu a porta e não demorou muito para ambos ouvirem passos apressados vindo de dentro da estalagem. “Pois não ?”, Uma menina com as bochechas muito coradas e de pele muito branca dizia ao arrastar a porta. Seus cabelos curtos ondulavam em sua testa e seus olhos eram calmos. Passou os olhos pelo irmão mais novo com súbita paciência, porém quando chegou a descer a visão sobre o irmão mais velho, ofegou por alguns instantes e seus olhos se arregalaram. “ Você não deveria estar aqui”, ainda fitando o irmão mais velho, sua voz agora não passava de um sussurro. O irmão mais velho apenas continuou a olhar para a menina com aparência desesperada a sua frente e antes que o irmão mais novo pudesse abrir a boca para perguntar algo, a porta correu ao seu limite e por trás dela, várias mulheres formavam uma fila, uma ao lado da outra. “Aha ! Parece que temos clientes”; “Sim ! E olha como são jovens !”; “ Vamos, entrem. Fiquem a vontade.”; “A estalagem está a seu dispor !”. Todas eram jovens, com no máximo 22 anos de idade. Se vestiam bem, tinham peles claras, sem nenhuma falha aparente. Convidaram os irmãos a entrar e os colocaram em uma pequena salinha com uma mesa e alguns cobertores, serviram chá quente com biscoitos. Deram toalhas para que pudessem se secar. O irmão mais novo só sabia rir e se gabar pela idéia de ter ido até a luminária, já o mais velho apenas serrava os olhos para a porta e ficava fitando-a como quem olha para uma janela que dá em outro mundo. “Ei, irmão mais velho. Você conhecia aquela garota de antes ? Ela parecia assustada quando te viu !”.O irmão mais velho apenas balançou a cabeça querendo dizer que não e ainda dava toda sua atenção para a porta. Logo ela se abriu, e a mesma garota que tinha aparecido na porta da frente da estalagem se encontrava ali. Sua pele agora estava totalmente tomada pelo vermelho que só se encontrava nas suas bochechas antes, ela ofegava mais do que nunca. “Vocês... precisam... sair daqui... agora!”, o irmão mais velho já estava se levantando e indo em direção a porta quando a menina a fechou. O irmão mais velho foi rápido, mas a menina fora incrivelmente rápida. Ao ponto que ele abriu a porta, já não tinha mais nem o rastro de que alguém tinha estado ali.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Murder

A chuva desabou quando nenhum dos dois irmãos esperava. Afinal, era um dia de sol perfeito para pescar. O irmão mais velho tinha conseguido bater seu recorde no rio aquele dia; puxara três corvinas e uma bicuda de dar inveja a qualquer pescador profissional, para o irmão mais novo, no entanto, o dia não tinha sido nada produtivo; Além de arrebentar a linha diversas vezes, não conseguira pegar um só peixinho miúdo. Para a sorte de ambos, já estavam se arrumando para ir embora quando as gotas começaram a salpicar suas faces, mas não demorou muito para o que parecia ser apenas uma garoinha de verão se transformar em um temporal fora de época. Ambos terminaram de empacotar suas tralhas muito rápido ( Embora o irmão mais velho tivera todo cuidado para guardar seus peixes no isopor de pesca do pai, e não se preocupava muito com a chuva enquanto o fazia. Tinha a paciência de um monge quando se tratava de peixes. Não era exatamente uma paixão, mas algo que tinha herdado de seu pai por puta e espontânea pressão. ). Não demorou muito e já estavam correndo pela floresta adentro em busca de um abrigo. Conheciam o lugar, e sabiam que o máximo que poderiam encontrar seria uma árvore grande com folhas juntas o suficiente para protegê-los da chuva. Poderiam, sim, terem saído em disparada até a casa onde moravam, mas era um caminho distante do rio, além de uma estradinha pobre e conturbada. Com aquela chuva, seria mais fácil ambos atolarem na lama do que chegarem em algum lugar. Se distanciaram do rio alguns poucos metros e, para surpresa do irmão mais velho que se dizia conhecedor da pequena floresta, avistaram uma luminária que pendia silenciosamente a frente de ambos. O irmão mais velho, orgulhoso como só, se negava a ir mais adiante. “É sua cabeça te pregando uma peça”, dizia para o irmão mais novo. Ele, por sua vez, insistia em ir. Era curioso e adorava ver quando o irmão mais velho estava errado em alguma coisa ( Eram os únicos momentos que ele poderia estar certo ). “Vamos, irmão, não vai lhe custar nenhuma moeda e quem sabe assim não encontramos um lugar para ficarmos secos ?”. Depois de muitas frases gastas para convencer o irmão mais velho, finalmente concordaram em seguir até onde a luminária poderia estar.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Seaside Lullaby

Você vê, herói pequenino ?
Aquela praia que se estende abaixo de nossas montanhas
O vai e vem das ondas
É certo, e de nenhuma forma, o culpo
Não deve enxergar toda vida por baixo daquele azul
São seus olhos, e de nenhuma forma, os culpo
Você, herói pequenino
Tem o destino de Deuses
E suas pernas serão responsáveis pelas marcas naquelas areias
E de nenhuma forma, os culpo
Você vê, herói pequenino ?
Suas pegadas farão a diferença para aquele mar
Em verdade, elas já fizeram.
Para o mal ou bem, um fardo em ti já foi posto
Herói pequenino
Sem espadas ou escudos suas batalhas serão difíceis
Mas não se preocupe,
Aquela vida que você não consegue enxergar por baixo do azul
Estará lá quando você chamar por ajuda
E, herói pequenino, minha mão estará a seu alcance quando estiver caindo
Mas suas mãos e pernas serão fortes para sustentar a ti só
E temer o desconhecido você não vai ter por quê
Mas se o fizer, de nenhuma forma o culparei
Você irá crescer e deixar de ser pequenino
Realizar grandes coisas
Ou deixar de realizar, e de nenhuma forma, o culparei.
Por quê ?
Ora, herói pequenino, porque eu o amo
E meu orgulho, pertence a ti.


Ode To My Son

Doomed Mission

Mil relógios dispersados ao longo do caminho, desde árvores despencadas até ao chão ardiloso que dizem ainda conter esperança. Poderia ser tão sem imaginação a ponto de ver apenas solidão e morte onde se encontram as terras devastadas ? Criaturas sem corpos ou almas devoram uma as outras através de um desespero constante e uma faminta luta pela superioridade na desolação do nada, aonde o sonho termina e o fim do mundo tem sua partida. Sem pensar ou mesmo agir, bactérias já não possuem seu lugar sob o magma que jorra dos olhos deste chão como lágrimas de quem um dia já teve amor. Os relógios não são donos de sua própria verdade e sendo eles a primeira visão se tomada desse espaço, quem serei eu para debater com a mentira imposta a minha visão ?

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Dark World

Ele agora sentia o calor das lágrimas escorrerem levemente pelas maçãs de seu rosto, tinha completa consciência de que suas mãos mal suportavam o peso que era imposto a elas. Ainda assim, insistia com aquela loucura.
“Desista, Eddie, desista ! Sim, você é capaz e ambos sabemos disso, mas aqui não é nem hora nem lugar para você pôr isso a prova. Guarde-a, Eddie, guarde essa coisa e use-a quando tiver outra oportunidade. Não é a hora, você sabe”
Sim, ele sabia. Desde o começo ele sabia, mas precisava provar ser capaz agora ou no momento verdadeiro ele não teria coragem. Mas aquela voz tão familiar ainda persistia em sua cabeça. O que ele poderia fazer sendo tão fraco quanto ela ?

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Halo

O som da chuva parece tão distante agora, o frio nem tão gelado não passa de um sopro morrendo dentro de minha memória. A sua silhueta banhada por luzes artificiais ainda não fora apagada de minha cabeça assim como o torturante ir e vir da água enquanto caminhávamos ainda mantém seu movimento gravado na minha pele. Se fizer um pouco de esforço, ainda consigo sentir seus lábios finos sendo pressionados contra o meu, debaixo do céu nublado daquele dia de semana. A música ao fundo, há muito se perdeu em meus ouvidos, mas ‘Helo’ – Para mim a trilha sonora daqueles dias – ainda consegue reviver o sentimento de quando nos deitamos para fugir do frio naquela casa não tão aconchegante e nos abraçamos debaixo do cobertor enquanto conversávamos coisas sem muito interesse.


Depoimento. x)

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Century Child

"Estrela que reluz, estrela que brilha, primeira estrela a surgir no céu; ouça meu pedido, meu pedido escute e realize o desejo que lhe peço."

Quem sabe, em um período de tempo ( Não o nosso tempo, mas no tempo dela), ela não venha a escutar e o desejo realizar.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Thank You

Vá para o trabalho, mande suas crianças para a escola, siga a moda, aja normalmente, ande pelos pavimentos, assista TV, guarde dinheiro para aposentadoria, obedeça a lei.
Repita depois de mim: Eu sou livre !

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Hero

E por que não ?
Já que 'nada deu certo', não custa voltar a escrever para ninguém. =)

terça-feira, 7 de julho de 2009

Vou abandonar você, meu blog.
Sinto muito, mas minhas idéias já não são mais as mesmas, e minha mente só sabe maquinar contra mim, não mais a meu favor.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Se "Por quê" é a sua pergunta, "Porque Deus quis assim" será minha resposta.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Losing My Religion

Para onde eu tenho que ir ? O que devo fazer ?
Devo apenas existir para ficar a mercê de outro dia repleto de dores ?
Devo enfrentar de cabeça levantada e ignorar as agulhadas em meu coração ?
Deve tentar, mais uma vez, se forte e prensar a voz do meu cérebro até ela sumir no vazio ?
Devo continuar pensando que preciso fazer algo ?
Porque não posso apenas viver em paz ? Sem dor, sem vozes.
Apenas viver em paz.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Sound of silence

Olá escuridão, minha velha amiga
Eu vim para conversar contigo novamente
Por causa de uma visão que se aproxima suavemente
Deixou suas sementes enquanto eu estava dormindo
E a visão que foi plantada em meu cérebro
Ainda permanece
Entre o som do silêncio.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Rebel Yell

Bono diz:
"Só o amor pode deixar tamanha marca, mas só o amor pode curar tamanha cicatriz"

Eu digo:
"Eu ainda acredito nisso."

Inside Us All

'Hoje eu esperarei por você'

O fim do mundo. Tudo é sugado para uma porta negra com a força do vácuo do espaço enquanto você é obrigado a olhar o que te importa ir embora sem poder mover nem mesmo um dedo para impedir.
‘Meu Deus,’ você pensa, ‘o que terei feito de tão errado para merecer tal castigo ?’, seus pensamentos não duram muito tempo, você logo também é puxado para a porta sem fundo.
E então você acorda com lágrimas em seus olhos, se sentindo como se fosse a última pessoa no mundo e que não tem forças para se matar. Finalmente, você percebe que foi o pior sonho da sua vida. Embora simples, teve o poder de tirar tudo em segundos, enquanto mostrava todos seus defeitos e os usava contra você.
Mas foi só um sonho. Você pensa, pelo resto do dia: “Foi só..... um sonho.”

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Eu ainda recordo do perfume que ela usava naquela tarde, naquela praça.

domingo, 28 de junho de 2009

Dreamstorm

Mirror’s Edge ? Com as mãos serradas com toda sua força e enterradas dentro do bolso de suas calças surradas, Eddie olha com superioridade para além das vidraças que o cercam e dão vida aquele enorme vestígio do que já fora um dos prédios mais imponentes construídos. Sua mente não pára um segundo de maquinar qual será seu próximo passo. Gostaria que não fosse assim, gostaria que pudesse encostar em uma daquelas vidraças frias e dormir por tempo indeterminado, mas sabia que aquilo era apenas um sonho distante. Afinal, ele ainda estava vivo.

sábado, 27 de junho de 2009

Équis Ou Équis Ou.

O que eu posso fazer ?
Como fazer para não pensar ?
Para não ligar ?
Para deixar de se importar ?
Se isso é tão necessário agora, para o meu bem.
Que no momento, fui convencido ser o melhor.
E se a dor cresce como uma fome insaciável ?
Penso que poço fazer algo.
Até tento fazer.
Mas e se a hora de tentar fazer algo por mim.
Estiver chegado ?
Se os esforços são tão mal recebidos.
Até mesmo não recebidos.
O que fazer ?
Eu não posso te salvar de você mesmo.

Apologize

… No silent no violence, but inside my head are so loud and clear …

Wah. Hoje foi um dia raro entre tantos outros comuns.
Mas é uma pena que a noite tras em suas costas a crueldade dos pensamentos livres.
What can I apologize for ?

sexta-feira, 26 de junho de 2009

For Alice.

Tamanho.

O filho pergunta: Pai, o que existe em cima do céu ?
O pai responde : A escuridão do espaço.
O filho: O que existe depois do espaço ?
O pai: A galáxia.
O filho: E depois da galáxia ?
O pai: Outras galáxias.
O filho: E depois das outras galáxias ?
O pai: Ninguém sabe.

Se você pegar uma ponta de lápis e ampliar vai chegar em um ponto onde a compreensão irá cair em sua mente: A ponta não é sólida, é compostas de átomos que giram como um trilhão de ‘pequenos’ planetas. O que nos parece sólido é apenas uma rede de coisas soltas, mantidas juntas pela gravidade. Vistas na sua real dimensão, as distâncias entre esses átomos podem se tornar quilômetros, abismos, eternidades. Os próprios átomos são compostos de núcleos com prótons e elétrons girando em torno deles. Podemos descer ainda mais até as partículas subatômicas. E depois para o quê ? Para os táquions ? Para nada ? Claro que não. Tudo no universo rejeita o nada, sugerir o término é o único absurdo que existe.
E se nossa existência estiver dentro de um dessas minúsculas partículas. E se a distância entre cada uma fosse do mesmo tamanho da distância entre as galáxias. Talvez o universo como conhecemos não passe de um grão de areia em um deserto gigantesco. E se algum dia chegarmos aos confins do espaço, e esse não for diferente da casta de um ovo para um pintinho. Se quebrarmos uma enorme parede e dermos de cara com um universo monstruosamente maior do que o qual estamos acostumado ? Seria como um peixe ser puxado para fora de seu mundo por um anzol diabólico.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Perfect Water

Se um Metroid se agarrar em seu crânio, perfurando-o com suas presas letais e injetando seu veneno mortífero ao mesmo tempo em que suga seu sangue, você simplesmente se transforme em uma bola e saia rolando para longe.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Fireworks

Ela via tudo com os braços seguros por dois aldeões e o pescoço laçado em uma enorme e enferrujada coleira de ferro. Não era assim que tinha acontecido ( Ele nem mesmo estivera lá ), mas os sonhos tem sua própria lógica, não é ?
Ela estava morrendo. Pode sentir seu cabelo queimando, pode ouvir seus gritos. E pode ver a cor da sua loucura. Ela, moça adorável à janela. Agora estavam lhe atirando palha de milho e a palha pegava fogo antes mesmo de se prender no cabelo dela. Árvore de Charyou, árvore de Charyou, gritavam eles, aqueles inimigos da luz e do amor e, em algum lugar, a bruxa cacarejava. E ela ia ficando negra nas chamas, a pele estalando e se abrindo.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Stromblast

Aqui é o Terror. A escolha ainda continua sendo sua. Passando por essa porta você irá adentrar nos confins de sua mente, onde tudo que é maligno e sombrio foi trancado em seu passado. Aqui dentro você estará se encontrando com sua personalidade real, com o desgosto por estar vivo. Seus pensamentos irão corroer sua vida como o ácido corrói a carne humana, o desespero irá passar a morar em seus olhos e comerá sua alma até sua vontade de viver não existir mais. Mas a escolha ainda continua sendo sua. Você pode dar meia-volta, deixar de viver um pouco, mas poderá não ter que conviver com suas escolhas do passado. Você ainda tem a chave para trancar seu Eu real e não ter mais que retornar a ser um Monstro.
Tudo não passa de um jogo de escolhas, a cada passo no labirinto do destino seu caminho é traçado para um horror diferente. Não há desculpas nem retorno. De uma forma ou de outra; você sofrerá.
Só te resta escolher de qual modo você vai querer sofrer: Do mais fácil ou mais difícil.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

E se acontecer de não ser necessário, o tempo acabará aqui e a espera não será mais tão longa.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Mechanical God Create Corrupt Consume

Infelizmente, a luz não foi tão forte assim.
Infelizmente, a força foi desviando pouco a pouco.
Por hoje, e pelo resto da semana.
Para compensar, está aí meus últimos pensamentos abaixo.

Someday We'll Know

O Deus da paz está sempre ocupado.
Ele é ocupado demais para se olhar em um espelho, e assopra sua corneta todos os dias. A corneta do Deus da Paz deixa todos felizes.
O Deus da Paz está sempre ocupado.
Ele é ocupado de mais para se olhar em um espero, e derrama água mágica. A água mágica cria montanhas, amadurece colheitas e faz jardins floridos crescerem.
O Deus da Paz está sempre ocupado.
Ele é ocupado de mais para se olhar em um espero, e dá a todos um nome.
- Seu nome é Otto.
- Seu nome é Hans.
- Seu nome é Thomas.
- Seu nome é...
... Johann.
Johann deu seu chapéu ao Deus da Paz como agradecimento. O Deus ficou muito feliz.
Por querer ver como ele ficaria usando o chapéu, ele ficou de frente com o espelho pela primeira vez.
Mas... o que ele viu no espelho foi um demônio.
O demônio falou com ele
- Eu sou você e você sou eu.
- E agora ? Ninguém pode viver em paz com um demônio desses. O que faço ?
- O QUE EU FAÇO ?
E assim, o Deus da Paz perturbado apontou sua arma para sua própria cabeça e...

Running With The Devil

- Um trato ! Vamos fazer um trato ! – Disse o demônio.
- Não ! De jeito nenhum ! – Disse o homem de olhos grandes.
- Certo ! Vamos fazer um trato ! – Disse o homem de boca grande.
O quintal do homem de boca grande virou um jardim florido.
O Homem de olhos grandes eram tão pobre que passava fome.
O homem de boca grande era feliz todos os dias. Estava satisfeito com suas frutas maduras.
Por isso ele não percebeu que seu jardim florido estava morrendo.
No jardim onde nenhuma flor abriria mais, o homem de boca grande chorou e resmungou:
- Eu nunca deveria ter feito um trato com o demônio.
O Homem de olhos grandes estava tão faminto que achou que morreria.
Derrubando lágrimas, ele resmungou:
- Eu deveria ter feito um trato com o demônio.

- Um Trato ! Vamos fazer um trato !

The sacrament

Ele conseguia ver a saída. Estava ali, bem a sua frente. Ainda podia ver os raios do sol entrar pelas brechas nas longas árvores a cima de sua cabeça e também via seu vilarejo longe nas montanhas, e ele caminhava. Sempre olhando na direção de seu amado vilarejo, mas os Deuses não queriam sua volta.
Suas caminhadas logo o cansavam mais rápido. Sua barba agora já era longa e seus cabelos desgrenhados. Quanto tempo se passara desde que fora a floresta caçar para sua família ? Um ano ? Dois ? Dez ? Pelo o que ele pensava nenhum dia sequer havia se passado. O sol não se punha, o vilarejo ainda estava lá a sua frente. Porém seu corpo estava magro e sua mente confusa. Ele estava cansado de perseguir algo que apenas podia enxergar, mas nunca sentir o cheiro novamente. Correr por algo que poderia está lá ou não. E ele continua, ainda assim, seguindo para aquela paisagem sem nem ao menos se perguntar o porquê, se questionar ou pensar em tomar outro caminho. Ele queria sentir o conforto de sua sala novamente. Enquanto a lareira esquentava o cômodo e sua esposa sentava em seu colo enquanto ambos contavam uma história para seu filho. Ele queria beijar seu filho e dar-lhe boa noite enquanto o colocava dentro das cobertas, ele ainda queria deitar-te ao lado de seu amor e ter um sono tranqüilo.
Aquele homem já deveria estar morto há anos, mas ainda continuava se apegando no seu desejo.
Era algo tão forte, que nem mesmo se deu conta que já havia morrido há muito e mesmo se soubesse, tudo que ele queria era retornar para sua casa.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Battle For Survival

Vai lá, olha para a água. Pode estar escura a essa hora, mas ainda dá para você se ver.
E aí ? O que é que você vê aí ? Te garanto que você não vê nem metade do que eu. E não falo isso por segundas coisas, mas sim porque ta parecendo que eu conheço você melhor que você mesmo.

Clocks

Havia um menino solitário no balanço da pracinha às sete horas da noite. As luzes já estavam todas acesas, mas não havia ninguém brincando no parquinho. Ele balançava de um lado para o outro, olhando fixamente para a terra abaixo de seus pés.
Uma senhora costumava passar ali todos os dias, ao retornar do seu trabalho. Ela estava acostumada a ver várias crianças brincando, sorridentes e adorava sentar e ficar observando aquilo. Sonhando com o dia que fora capaz de compartilhar aquilo com alguém.
Ela olhou para aquele menino sozinho com um ar de triste e não pode segurar seus impulsos, foi até ele e perguntou:
- O que você tem, minha criança ?
- Meu brinquedo, senhora...
- O que houve com ele ?
- Minha mãe jogou fora, porque disse eu já estava velho para brincar...
- Ara, mas você já me parece um rapazinho, não precisa dele, vá brincar com seus amigos !
- Ele era meu amigo, senhora, era como meu irmãozinho que se foi.
- Oh, se anime ! A senhora aqui compra outro para você.
- EU NÃO QUERO OUTRO ! Eu queria meu irmãozinho...
- Tá bom, ta bom. Então não podemos fazer nada, mas já está na hora de você crescer, menino.
- Senhora, pode me dizer uma coisa ?
- Claro.
- Você é casada ?
- ... Não, eu sou viúva.
- Mesmo ? Como você se sentiu quando percebeu que não ia mais acordar e ver seu falecido senhor ?
- ...
Ela se sentiu presa, como poderia um menino saber tamanha dor por causa de um brinquedo ? Mas naqueles olhos inocentes ela podia ver que a dor era comparável a sua ao ver seu amado sendo enterrado. Naquele momento um grande buraco de compaixão surgiu em seu coração, ela sabia que não iria poder fazer muito pelo menino, mas ao menos iria tentar.
- Então que tal ? Nós podemos ser amigos. Eu tentarei ser um pouco do que seu irmãozinho foi para você, e você tenta ser o que meu senhor foi para mim, assim nenhum de nós dois irá ficar mais sozinho.
O menino pensou, mas não por muito.
- Está bem, senhora ! A partir de hoje você é minha irmã mais velha !

domingo, 14 de junho de 2009

Protecting my Devotion

Se você continuar na escuridão, mais irá se afundar. Ilumine-se, existem outros mares que valem a pena se deixar afundar.

sábado, 13 de junho de 2009

Still Alive.

O céu talvez devesse limpo, sem estrelas ou lua para todos que ainda não aprenderam ou deram uma chance para ele. A aqueles que nunca ao final de um dia cansado, sentaram na grama e, com uma música de fundo, apreciaram a beleza que se é dada todos os dias para os que sofrem aqui em baixo. Talvez se para todos esses, o que vissem fosse uma vasta escuridão sob suas cabeças, a curiosidade crescesse em seus corações e com o tempo a vontade de ver, sentir o que poucos sentem ao olhar para as pequenas luzes lá em cima, nascessem em suas mentes e almas. Isso seria bom, as pessoas talvez assim iriam realmente dar valor as grandes coisas que passam impercebíveis em sua vida. Talvez com isso, as pessoas dariam mais valor ao que está perto de delas, perto dos corações delas, ao invés de deixarem se mascarar pela fúria dos humanos.


I'm still alive, I'm still alive, I can't apologise, no...

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Duel Of The Fates

“Volte, Eddie. Retorne agora enquanto ainda tem chance, enquanto as chamas do Inferno continuam ardendo como o magma do Sol e as nuvens do Paraíso continuam doces. Você é o único capaz de mudar o destino que assombra os mundos, não cometa o mesmo erro de seu Kanjim e complete seu destino como os Deuses o predestinaram, não hesite diante do peso em suas costas.”
Mas o que ele poderia fazer ? Era verdade que tinha ficado mais forte com todo recente conhecimento e poder que havia adquirido em seu exílio na Terra dos Ninguéns, mas ainda continuava apenas um mero humano, mesmo com sua aparência deformada, ainda era moldado de carne e osso. O que haveria de enfrentar para cumprir seu destino o assustava. Embora fosse também apenas carne e osso, a alma e mente do seu inimigo eram de um Monstro criado a semelhança dos demônios mais temíveis da Era das Trevas. Não haviam emoções dentro daquele corpo, e isso o tornava mais horrendo do que qualquer outra coisa que Eddie já enfrentara em seu caminho até nesse momento.

Eternal Sonata

Sexta-feira. Sentado em frente a um computador, escutando músicas de video-games enquanto tomo chá gelado. Lá fora a chuva cai tão forte que é possível distinguir o som de cada pingo de água ao bater no chão enquanto o vento as carrega para longe e trás em suas costas um frio agradável. Talvez um filme enrolado em um grosso edredom nessas condições poderia tornar esse dia com um clima tão incomum, em um dia perfeito em conta de sua simplicidade, mas a tristeza não é tão bondosa a ponto de dar férias aos solitários. E ainda assim quando olho para as nuvens cinza lá em cima eu ganho a certeza de que hoje precisa ser assim, apenas mais um dia vazio em uma agenda em branco.