A sombra da cidade foi surgindo aos poucos abaixo das ramificações de nuvens.
Eles já tinham somado um bom tempo de caminhada, mas a cidade ainda estava longe do alcance deles.
Naquela estrada já era possível, às vezes, ver pessoas empurrando carrinhos com ferro-velho em direção oposta a deles. Ele parava alguns para realizar trocas que poderiam Lhe ser útil ao chegar na cidade. Ela, perguntava a todos que passavam como estava a situação por lá. A resposta era sempre a mesma: “Gente queimando, moça, enquanto os raios destroem nossas casas e os vândalos estupram nossas mulheres e crianças.”
Elisa tentava puxar assunto com Ele, mas a resposta nunca vinha, somente o silêncio O rodeava.
Vez ou outra Ele fazia uma observação aparentemente matemática que ela não conseguia entender por completo, para ela, que havia nascido no ‘Novo mundo’, aquela linguagem não tinha muito significado além de codificações que ela levaria a vida toda para desvendar, mesmo porque interesse ela não tinha nenhum. Para ela, naquele mundo tudo que você precisa saber é como manejar uma arma e saber o valor justo das Trocas.
Faziam pequenas paradas com longo intervalos entre elas, Ele molhava a boca e sentava-se em uma sombra perto, ela, rasgava um pedaço da carne-seca e mastigava com paciência, fazendo-a durar o maior tempo possível em sua boca. Oferecia a Ele, na maior parte das vezes ela recusava com a cabeça e dizia: “Tudo que preciso por agora é água, Filha.”
Ele não parecia preocupado ou incomodado com a bizarra paisagem a sua frente, como era ameaçadora, Ele a observava como observaria qualquer praia em um dia de sol fraco.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
terça-feira, 27 de abril de 2010
???
Elisa levantou-se timidamente, mas não moveu-se para se aproximar dele.
“Eu nunca disse meu nome a você.”
Ele ainda a olhava.
“Você me abençoou e me chamou pelo nome, sendo que não me conhecia.”
A Walker Colt ainda apontava para ela
“Eu tenho comida que poderíamos dividir ! Você deve estar com fome, certo ?”
Nenhum movimento ou palavra da parte dele.
“Você não vai deixar eu ir com você ?”
Ele colocou os óculos escuros em seu devido lugar, “Não tenho poder para interferir em suas decisões”, disse.
Elisa agora se aproximava dele.
“Você nem vai perguntar por que eu quero ir com você ?”
Ele guardou a Colt e voltou a sentar-se. Elisa se aproximou e ficou de frente para ele.
“Você tem um bom coração. Agora, beba da Água e coma. Descansa, pois logo partiremos.”
“Eu nunca disse meu nome a você.”
Ele ainda a olhava.
“Você me abençoou e me chamou pelo nome, sendo que não me conhecia.”
A Walker Colt ainda apontava para ela
“Eu tenho comida que poderíamos dividir ! Você deve estar com fome, certo ?”
Nenhum movimento ou palavra da parte dele.
“Você não vai deixar eu ir com você ?”
Ele colocou os óculos escuros em seu devido lugar, “Não tenho poder para interferir em suas decisões”, disse.
Elisa agora se aproximava dele.
“Você nem vai perguntar por que eu quero ir com você ?”
Ele guardou a Colt e voltou a sentar-se. Elisa se aproximou e ficou de frente para ele.
“Você tem um bom coração. Agora, beba da Água e coma. Descansa, pois logo partiremos.”
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Crazy
Estranha atração. Não tinha percebido antes o quão poderia ser bela.
O quanto seria interessante provar do gosto e saber de suas opiniões.
Seu jeito estranho à mim, e me falta vontade de manipular pra ter alguma garantia antes de partir para o ( com toda certeza ) falho e errado.
Well then, acho que continuarei na minha. Talvez algo claro apareça e eu aja. Ou talvez não. De uma forma ou de outra, só perco a chance de provar algo extremamente atraente.
O quanto seria interessante provar do gosto e saber de suas opiniões.
Seu jeito estranho à mim, e me falta vontade de manipular pra ter alguma garantia antes de partir para o ( com toda certeza ) falho e errado.
Well then, acho que continuarei na minha. Talvez algo claro apareça e eu aja. Ou talvez não. De uma forma ou de outra, só perco a chance de provar algo extremamente atraente.
domingo, 25 de abril de 2010
The World
Ramificações de nuvens negras se espalhavam pelos céus no horizonte, raios e clarões as cortavam impiedosamente produzindo ensurdecedores estrondos. As nuvens não se moviam, apenas continuavam a se misturar e se ramificar, ampliando a quantidade de raios produzidos.
Ele finalmente alcançou alguma mudança na paisagem. Há pouco havia encontrado uma auto-via em boas condições, os destroços e a areia agora começavam a ser substituídas por antigas estradas ou paralelepípedos em pedaços. Algo raro, um poste antigo meio tombado proporcionava uma ótima sombra, decidiu, então ali descansar. Abriu sua mochila e buscou por um isqueiro. Zippo comum, com uma capa preta sem gravações, restava um pouco de fluido. Ele o abriu com um ‘click’ nostálgico e rodou as pedras para produzir uma chama fraca, lutando pela vida sugando as últimas gotas de fluído.
Levantou seus óculos escuros, o reflexo da chama era clara em suas pupilas. Brincou com o fogo moribundo, atravessando-o com seus dedos rapidamente.
“Click”, fechou o Zippo e armou-se da Colt. Observou. Levantou-se e apontou.
“O que queres, Filha ?” Elisa se escondia em algumas pedras empilhadas há três metros do poste onde Ele estava sentado.
Ele finalmente alcançou alguma mudança na paisagem. Há pouco havia encontrado uma auto-via em boas condições, os destroços e a areia agora começavam a ser substituídas por antigas estradas ou paralelepípedos em pedaços. Algo raro, um poste antigo meio tombado proporcionava uma ótima sombra, decidiu, então ali descansar. Abriu sua mochila e buscou por um isqueiro. Zippo comum, com uma capa preta sem gravações, restava um pouco de fluido. Ele o abriu com um ‘click’ nostálgico e rodou as pedras para produzir uma chama fraca, lutando pela vida sugando as últimas gotas de fluído.
Levantou seus óculos escuros, o reflexo da chama era clara em suas pupilas. Brincou com o fogo moribundo, atravessando-o com seus dedos rapidamente.
“Click”, fechou o Zippo e armou-se da Colt. Observou. Levantou-se e apontou.
“O que queres, Filha ?” Elisa se escondia em algumas pedras empilhadas há três metros do poste onde Ele estava sentado.
Hologram
“Espere !”, disse enquanto corria de encontro a Ele, “Lá não há nada além de caos e mortes.”
Ele continuou a caminhar. “Não há nada lá ! Todos estamos fugindo de lá ! Você deveria fazer o mesmo. Ei, ta me ouvindo ?”, insistiu, seguindo-O.
Ele parou. “Bem então, você deveria continuar seu caminho. Busque por Água e suprimentos, sobreviva enquanto tens força para o fazer.”, retomou a caminhada sempre olhando para frente.
“Ei, tio ! Você não pode ir sozinho, é suicídio”, enquanto falava, prendia seus cabelos castanhos escuros em longo rabo de cavalo, deixando-a com um rosto duro. “Escuta, se você tiver Trocas, eu posso te ajudar. Ei, ei ! Me ouve !”
Como de costume, num piscar de olhos a Walker Colt já estava nas mãos Dele com o cano mirando para a mulher/menina que estava a suas costas. “Sei que suas intenções são boas, Filha, mas seguirei sozinho para meu caminho e você para o teu. Tenha cuidado e carregue a bênção, Elisa.”
Elisa o fitou, mesmo quando ela já não o mais o via no horizonte, ainda fitava para o fantasma que seus olhos projetavam. Seus óculos escuros simples escondiam seus olhos negros que brilhavam mesmo por de trás das lentes. Olhou para o caminho que deveria tomar, desértico. Aquilo era natural, mas talvez lá houvesse paz, lá houvesse uma vila onde ela poderia viver sem carregar o peso dos ferros em suas pernas. Pensou em Lúcifer. Pensou Nele. Rangeu os dentes e seguiu o caminho que Ele, mais cedo havia seguido.
Ele continuou a caminhar. “Não há nada lá ! Todos estamos fugindo de lá ! Você deveria fazer o mesmo. Ei, ta me ouvindo ?”, insistiu, seguindo-O.
Ele parou. “Bem então, você deveria continuar seu caminho. Busque por Água e suprimentos, sobreviva enquanto tens força para o fazer.”, retomou a caminhada sempre olhando para frente.
“Ei, tio ! Você não pode ir sozinho, é suicídio”, enquanto falava, prendia seus cabelos castanhos escuros em longo rabo de cavalo, deixando-a com um rosto duro. “Escuta, se você tiver Trocas, eu posso te ajudar. Ei, ei ! Me ouve !”
Como de costume, num piscar de olhos a Walker Colt já estava nas mãos Dele com o cano mirando para a mulher/menina que estava a suas costas. “Sei que suas intenções são boas, Filha, mas seguirei sozinho para meu caminho e você para o teu. Tenha cuidado e carregue a bênção, Elisa.”
Elisa o fitou, mesmo quando ela já não o mais o via no horizonte, ainda fitava para o fantasma que seus olhos projetavam. Seus óculos escuros simples escondiam seus olhos negros que brilhavam mesmo por de trás das lentes. Olhou para o caminho que deveria tomar, desértico. Aquilo era natural, mas talvez lá houvesse paz, lá houvesse uma vila onde ela poderia viver sem carregar o peso dos ferros em suas pernas. Pensou em Lúcifer. Pensou Nele. Rangeu os dentes e seguiu o caminho que Ele, mais cedo havia seguido.
Classic
A guitarra solava em seu ouvido e sua cabeça balançava acompanhando o ritimo
Seus pés dentro de grossas botas preparadas com couro de elefantes doíam, mas Ele não se importava.
A dor, as vezes, era melhor do que não sentir nada.
Ele caminhava e a paisagem não mudava, um enorme deserto de destroços e terra seca via-se a frente
Longe, dentre as ondas de calor e as baforadas de areia quente, Ele começou a ver algo se movendo em sua direção. Não era nada além de um ponto escuro em um fundo crepuscular.
Ele parou e sentou-se na terra quente. Puxou de sua mochila seu cantil. Água, era capricho de luxo para ele ( e para boa parte dos sobreviventes ), levou a boca e a molhou. Sacou a Walker Colt e contou as balas. 5, eram o bastante para se livrar de uma emboscada ou qualquer perigo que poderia se suceder.
O ponto escuro agora já havia tomado forma, e cabelos voando com os sopros de areia, o rebolado era sutil, ainda assim feminino. Se aproximava cada vez mais Dele. Ele apenas observava. Dois Coldres prendiam em sua calça jeans, um em cada coxa. Dois cabos negros saiam deles.
Parou a uma distância segura Dele e desceu sua mão direita para um dos cabos.
“Só estou de passagem, não quero problemas.”
Ele se levantou e a continuou observando, abaixou a cabeça para deixar claro que fitava suas armas.
“Uma menina precisa de proteção.”
Ele olhou para ela e apenas balançou a cabeça em concordância. Arrumou sua mochila e se pois a caminhar.
Antes que estivesse longe o bastante para não poder escutar sua voz, ela gritou:
“Ei ! Para onde está indo ?”
Levantou sua mão e apontou para frente, “Lá”, Ele disse.
Seus pés dentro de grossas botas preparadas com couro de elefantes doíam, mas Ele não se importava.
A dor, as vezes, era melhor do que não sentir nada.
Ele caminhava e a paisagem não mudava, um enorme deserto de destroços e terra seca via-se a frente
Longe, dentre as ondas de calor e as baforadas de areia quente, Ele começou a ver algo se movendo em sua direção. Não era nada além de um ponto escuro em um fundo crepuscular.
Ele parou e sentou-se na terra quente. Puxou de sua mochila seu cantil. Água, era capricho de luxo para ele ( e para boa parte dos sobreviventes ), levou a boca e a molhou. Sacou a Walker Colt e contou as balas. 5, eram o bastante para se livrar de uma emboscada ou qualquer perigo que poderia se suceder.
O ponto escuro agora já havia tomado forma, e cabelos voando com os sopros de areia, o rebolado era sutil, ainda assim feminino. Se aproximava cada vez mais Dele. Ele apenas observava. Dois Coldres prendiam em sua calça jeans, um em cada coxa. Dois cabos negros saiam deles.
Parou a uma distância segura Dele e desceu sua mão direita para um dos cabos.
“Só estou de passagem, não quero problemas.”
Ele se levantou e a continuou observando, abaixou a cabeça para deixar claro que fitava suas armas.
“Uma menina precisa de proteção.”
Ele olhou para ela e apenas balançou a cabeça em concordância. Arrumou sua mochila e se pois a caminhar.
Antes que estivesse longe o bastante para não poder escutar sua voz, ela gritou:
“Ei ! Para onde está indo ?”
Levantou sua mão e apontou para frente, “Lá”, Ele disse.
sábado, 24 de abril de 2010
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Angel Hands
I still alive, I can't apologise, no.
And I can't stop feeling also, or stop living.
But I can still miss you, and can still wanna change, thus, people don't change,
i'll still banging my head on the wall. Being miserable until.. well, I don't know.
And I can't stop feeling also, or stop living.
But I can still miss you, and can still wanna change, thus, people don't change,
i'll still banging my head on the wall. Being miserable until.. well, I don't know.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Panoramic
O sorriso presunçoso esboçou-se na face de Castiel. “Tu, mortal, pois outrora abençoado com o dom da ignorância acreditas que tens o poder para tirar a vida de um imortal ?” Asas, longas e escuras brotaram das costas de Castiel abrindo-se 3 metros de cumprimento para lado de seu corpo.
Ele, continuava com sua mão firme e sua mira centrada na testa de Castiel, disse: “Castiel, anjo do Senhor, um dia protetor dos Homens e fiél a tua linhagem, é possível que tenha provado do sabor da ganância a ponto de cegar-te com ilusões tão baratas ?” Cas abandonou o sorriso que logo foi substituído por fúria em sua face, prosseguiu: “Retiras a falsa ameaça de minha vida, pois assim poupar-te-ei e terás outro dia de miséria.”
Ele suspirou e baixou a face, sussurrou para si: “Misericórdia deverá se providenciada a esta alma, pois a fome a consumiste.”
A Walker Colt fora disparada e um estampido surdo se espalhou pelo ar vazio. Castiel permaneceu de pé, com suas longas asas fortes como couraças, abertas sem nem ao menos balançar com o vento. A circunferência do buraco em sua testa era perfeita, em sua nuca, nem maior ou menor. Seus olhos ainda tinham vida, e seu corpo forças para manter-se de pé como se nada tivesse acontecido. Do buraco, não esvaia sangue.
Ele olhou para os homens, um por um, depositou a Colt em um bolso de sua mochila e se pois a caminhar.
Como usualmente, ele continuou a caminhar. Deixando para trás um Anjo petrificado em sua morte.
Ele, continuava com sua mão firme e sua mira centrada na testa de Castiel, disse: “Castiel, anjo do Senhor, um dia protetor dos Homens e fiél a tua linhagem, é possível que tenha provado do sabor da ganância a ponto de cegar-te com ilusões tão baratas ?” Cas abandonou o sorriso que logo foi substituído por fúria em sua face, prosseguiu: “Retiras a falsa ameaça de minha vida, pois assim poupar-te-ei e terás outro dia de miséria.”
Ele suspirou e baixou a face, sussurrou para si: “Misericórdia deverá se providenciada a esta alma, pois a fome a consumiste.”
A Walker Colt fora disparada e um estampido surdo se espalhou pelo ar vazio. Castiel permaneceu de pé, com suas longas asas fortes como couraças, abertas sem nem ao menos balançar com o vento. A circunferência do buraco em sua testa era perfeita, em sua nuca, nem maior ou menor. Seus olhos ainda tinham vida, e seu corpo forças para manter-se de pé como se nada tivesse acontecido. Do buraco, não esvaia sangue.
Ele olhou para os homens, um por um, depositou a Colt em um bolso de sua mochila e se pois a caminhar.
Como usualmente, ele continuou a caminhar. Deixando para trás um Anjo petrificado em sua morte.
sábado, 17 de abril de 2010
Simple And Clean
Em sua vista crepuscular, por trás de seus óculos escuros, era possível ver as ondas de calor deformando ao longo da paisagem desértica. Não O incomodava o calor, tão pouco a falta sinais de civilização viva.
Ele caminhava por destroços de automóveis, as vezes passava por casas há muito abandonadas ou queimadas pelo incansável esforço do Sol
Para quando encontrava corpos em decomposições, já em estados tão pútridos que nem mesmo as mais carniceiras aves tinham interesse. Vasculhava seus pertences em busca de algo que Lhe fosse útil e continuava a caminhar, seguindo em frente. Sempre.
Parou, então, ao ouvir um som longínquo. Abaixou-se com calma e pôs a palma de sua mão na areia fervente abaixo de seus pés. O tremor era leve, porém notável e Ele sabia que havia algo a caminho e que vinha acompanhado.
Vasculhou sua mochila pelo que julgou ser útil para situação, deixando o importante lá dentro escondido. Olhou, rapidamente, a seu redor em busca de uma camuflagem para sua mochila e encontrou um velho carrinho de compras repleto de metais retorcidos. Os roncos agora eram audíveis e a terra parecia tremer mais freneticamente.
Sentou-se, pegou um pedaço de carne seca e o mastigou pacientemente a espera do que poderia estar vindo a seu encontro.
As Motocicletas rugiam com seus canos de descarga alterados para produzir sons berrantes e chamativos. Foram se aproximando, 3...4...5.
Tumultuando, praguejando com gosto e rindo alto, O rodearam. O Homem, que parecia ser o líder da Gangue, vestido de um longo sobretudo marrom surrado, óculos Ray-Ban, e uma cartola inglesa preta desceu de sua moto e caminhou até Ele.
Estava armado com uma Walker Colt bem lustrada e polida. O Cinto caía torto em sua bacia rodeado por balas brilhantes. Se aproximou Dele com cautela. Ajoelhou-se e tentou olhar por de trás dos óculos Dele.
“Você, por acaso, não poderia ter visto um demônio por aí, poderia ? Sabe, dentes grandes, pele negra e cifres aterrorizantes.” Perguntou o homem, aproximando seu rosto cada vez mais a face Dele.
“Demônios foram banidos depois da Grande Guerra, pelo que tenho conhecimento.” – Respondeu.
“Sim, você vê... Me chamo Cas. Castiel, para dizer a verdade. E me encarregaram com essa missão tediosa de caçar o “Último demônio a caminhar nesse solo”, assim eles dizem.”
Levantando-se, Ele respondeu, novamente: “Essa é sua causa e eu não posso ajuda-lo.”
Ajeitou suas roupas e seus óculos. “Preciso que me conceda licença.”
Castiel o fitou de cima a baixo. “Sem provisões, apenas este pedaço de carne. Não irá durar mais um dia. Não há o que caçar por aqui. Venha comigo.”
Ele olhou para Castiel parecendo ponderar sobre a proposta. “Derá de desculpar minha falta de cooperação.” Se pôs a andar quando Cas O impediu segurando Seu braço direito. “Escuta, cara. Só estou tentando ajudar aqui.”
Ele olhou Castiel, por trás de seus óculos escuros os olhos inflamavam de raiva. Em um piscar de olhos a Walker Colt de Castiel jazia nas mãos Dele com o longo cano dando de frente a testa de Cas.
“Sigam seu caminho que seguirei o meu.”
Ele caminhava por destroços de automóveis, as vezes passava por casas há muito abandonadas ou queimadas pelo incansável esforço do Sol
Para quando encontrava corpos em decomposições, já em estados tão pútridos que nem mesmo as mais carniceiras aves tinham interesse. Vasculhava seus pertences em busca de algo que Lhe fosse útil e continuava a caminhar, seguindo em frente. Sempre.
Parou, então, ao ouvir um som longínquo. Abaixou-se com calma e pôs a palma de sua mão na areia fervente abaixo de seus pés. O tremor era leve, porém notável e Ele sabia que havia algo a caminho e que vinha acompanhado.
Vasculhou sua mochila pelo que julgou ser útil para situação, deixando o importante lá dentro escondido. Olhou, rapidamente, a seu redor em busca de uma camuflagem para sua mochila e encontrou um velho carrinho de compras repleto de metais retorcidos. Os roncos agora eram audíveis e a terra parecia tremer mais freneticamente.
Sentou-se, pegou um pedaço de carne seca e o mastigou pacientemente a espera do que poderia estar vindo a seu encontro.
As Motocicletas rugiam com seus canos de descarga alterados para produzir sons berrantes e chamativos. Foram se aproximando, 3...4...5.
Tumultuando, praguejando com gosto e rindo alto, O rodearam. O Homem, que parecia ser o líder da Gangue, vestido de um longo sobretudo marrom surrado, óculos Ray-Ban, e uma cartola inglesa preta desceu de sua moto e caminhou até Ele.
Estava armado com uma Walker Colt bem lustrada e polida. O Cinto caía torto em sua bacia rodeado por balas brilhantes. Se aproximou Dele com cautela. Ajoelhou-se e tentou olhar por de trás dos óculos Dele.
“Você, por acaso, não poderia ter visto um demônio por aí, poderia ? Sabe, dentes grandes, pele negra e cifres aterrorizantes.” Perguntou o homem, aproximando seu rosto cada vez mais a face Dele.
“Demônios foram banidos depois da Grande Guerra, pelo que tenho conhecimento.” – Respondeu.
“Sim, você vê... Me chamo Cas. Castiel, para dizer a verdade. E me encarregaram com essa missão tediosa de caçar o “Último demônio a caminhar nesse solo”, assim eles dizem.”
Levantando-se, Ele respondeu, novamente: “Essa é sua causa e eu não posso ajuda-lo.”
Ajeitou suas roupas e seus óculos. “Preciso que me conceda licença.”
Castiel o fitou de cima a baixo. “Sem provisões, apenas este pedaço de carne. Não irá durar mais um dia. Não há o que caçar por aqui. Venha comigo.”
Ele olhou para Castiel parecendo ponderar sobre a proposta. “Derá de desculpar minha falta de cooperação.” Se pôs a andar quando Cas O impediu segurando Seu braço direito. “Escuta, cara. Só estou tentando ajudar aqui.”
Ele olhou Castiel, por trás de seus óculos escuros os olhos inflamavam de raiva. Em um piscar de olhos a Walker Colt de Castiel jazia nas mãos Dele com o longo cano dando de frente a testa de Cas.
“Sigam seu caminho que seguirei o meu.”
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Children on a Rainy Day
Ele caminhava
O Sol estava em ângulo centralizado a cima de sua cabeça
Ainda assim Ele caminhava
A paisagem não havia mudado durante dias, a mesma vastidão desértica salpicada com destroços de carros ou pedaços de uma auto-via há muito abandonada.
Sua boca estava rachada e sua pele repleta de bolhas formadas por queimaduras superficiais
Apesar do calor dilacerante, em sua pele escura não escorria uma gota de suor
Ele caminhava
Se encontrava agora abaixo de um via-duto que por pouco não se tornou areia e desabou com o mais leve sopro de vento
Projetava uma sombra confortável e rara naquela paisagem
Ele aproveitou para sentar-se e examinar seus pertences dentro de sua grande e surrada mochila
Com suas mãos coberta por uma luva de lã cortada nos dedos, pegou um pequeno cantil, e levou aos lábios secos. Bebeu menos do que o suficiente para se hidratar, mas o bastante para não morrer por falta de líquido. Sabia que Água era rara e deveria ser tratada como Ouro naqueles tempos.
A noite demorava a cair, como em todos os dias, mas para ele até mesmo em pleno meio-dia as cores do mundo eram crepusculares. Seus óculos escuros já haviam se moldado ao formato de seu rosto, já fazia parte de sua pele e carne. Levantou-se após guardar seus pertences.
Ele caminhava.
O Sol estava em ângulo centralizado a cima de sua cabeça
Ainda assim Ele caminhava
A paisagem não havia mudado durante dias, a mesma vastidão desértica salpicada com destroços de carros ou pedaços de uma auto-via há muito abandonada.
Sua boca estava rachada e sua pele repleta de bolhas formadas por queimaduras superficiais
Apesar do calor dilacerante, em sua pele escura não escorria uma gota de suor
Ele caminhava
Se encontrava agora abaixo de um via-duto que por pouco não se tornou areia e desabou com o mais leve sopro de vento
Projetava uma sombra confortável e rara naquela paisagem
Ele aproveitou para sentar-se e examinar seus pertences dentro de sua grande e surrada mochila
Com suas mãos coberta por uma luva de lã cortada nos dedos, pegou um pequeno cantil, e levou aos lábios secos. Bebeu menos do que o suficiente para se hidratar, mas o bastante para não morrer por falta de líquido. Sabia que Água era rara e deveria ser tratada como Ouro naqueles tempos.
A noite demorava a cair, como em todos os dias, mas para ele até mesmo em pleno meio-dia as cores do mundo eram crepusculares. Seus óculos escuros já haviam se moldado ao formato de seu rosto, já fazia parte de sua pele e carne. Levantou-se após guardar seus pertences.
Ele caminhava.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
All I Want Is You
Você diz que quer diamantes num anel de ouro
Você diz que quer que sua história permaneça em segredo
Exceto todas as promessas que fizemos
Do berço à sepultura
Quando tudo o que eu quero é você.
Você diz que me dará uma estrada deserta
Tesouro, apenas para olhar
Todas as riquezas na noite.
Você disse que me dará olhos na ofuscação da lua
Um rio em tempos de seca
Um abrigo na tempestade
Todas as promessas que fizemos, do berço à sepultura
Quando tudo o que eu quero é você.
Você diz que quer que seu amor dê certo
Durar comigo pela noite.
Você diz que quer diamantes num anel de ouro
Que sua história permaneça em segredo
Que seu amor não se esfrie
Todas as promessas que quebramos, do berço à sepultura
Quando tudo o que eu quero é você.
Você diz que quer que sua história permaneça em segredo
Exceto todas as promessas que fizemos
Do berço à sepultura
Quando tudo o que eu quero é você.
Você diz que me dará uma estrada deserta
Tesouro, apenas para olhar
Todas as riquezas na noite.
Você disse que me dará olhos na ofuscação da lua
Um rio em tempos de seca
Um abrigo na tempestade
Todas as promessas que fizemos, do berço à sepultura
Quando tudo o que eu quero é você.
Você diz que quer que seu amor dê certo
Durar comigo pela noite.
Você diz que quer diamantes num anel de ouro
Que sua história permaneça em segredo
Que seu amor não se esfrie
Todas as promessas que quebramos, do berço à sepultura
Quando tudo o que eu quero é você.
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