segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Song With No Name

Tão quente. Tão quente quanto ontem e o amanhã será. Que tempo horrendo nos viemos terminar, até mesmo na mais tardia madrugada o calor ainda tão incansavelmente persistente e, não, não há maneiras realmente funcionais de se livrar desta tormenta.
Ele acelera o carro sem excesso, confia na potência do motor por debaixo do capô fosco e sabe que não é necessário forçá-lo para atingir a velocidade desejada, passa a marcha com cuidado, pois ela é delicada e completamente desorganizada. O ar condicionado está ligado no ponto exato do clima de seu conforto: gélido.
Pouco tempo de direção e ele chega ao local de seu desejo. Está escuro e vazio, como de costume. Apenas o som das ondas se quebrando ao longe domina. Ele liga o som ( Pink Floyd ) e sai do carro inconformado com o calor horrível que faz lá fora.
Primeiro caminha até a margem pequena e fita o horizonte escuro por um tempo. Retorna para o carro, senta no capô fosco, acende um Hollywood e pega seu celular.
Ao terminar de discar, “Hey”, ele diz para quem atendeu.

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