E cá estou, trancafiado em minha própria ‘Fortaleza da Solidão’, em minha tentativa patética de refugiar minha mente do que se passa lá fora e calar meus sentimentos forçando distrações temporárias, torturando-me através da ignorância e do drama em excesso, mergulhando em um poço de absurdos e confusões sem nem ao menos a mínima idéia de por onde começar a escalar, estando cego por minhas obsessões e falta de ambições maiores. ‘É apenas um novo dia, que embora comece agora, será igual a todos os outro’, repito. ‘O desejo pelo sangue hoje não é menor do que foi ontem’, digo.
É apenas mais um dia, nada demais nem de menos. E cá estou. Cercado por tijolos tanto ao meu redor quanto em minha mente. Mas não quero saber o que há lá fora, essa limitação me agrada.
... Não. Eu minto. Não me agrada. O que preciso está longe desta barreira, distante da minha prisão.
O que eu preciso não tem idéia de que eu exista e o quanto significa pra mim.
Mas a verdade é que nem mesmo eu sei do que preciso. E talvez esse seja meu maior problema.
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