sábado, 25 de junho de 2011

Full Focus

Ingridi não conseguia dormir há três/quatro noites. Seus olhos castanhos, borrados de preto com enormes olheiras, estavam tão vermelhos quanto bolas de fogo e em seu crânio, sentia-se como tal. Ela se convencia de que nada iria dar errado; Eles iriam sair dali cedo ou tarde, mas embora seus pensamentos tentavam ser positivos, seu fiel arco de carvalho jazia em seu colo, onde suas duas mãos o apertavam com firmeza.
A cada gemido, pio, farfalhar da floresta, sua mão esquerda voava para as flechas deitadas a seu lado, mas logo descansava se convencendo que era apenas os animais e insetos cuidado de suas vidas.
A ansiedade estava corroendo ela pouco a pouco. E quando ela enxergou um brilho ao longe na floresta, seu arco e flecha já estavam armados antes dela poder sequer identificar o que era. A luz logo se apagou e ela se acalmou.
Até que veio o grito e a movimentação desesperadora atrás dela.

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