- Você consegue ver aquela rosa ?
- Consigo.
- Então me descrava o que vê.
- Ah... Um caule, espinhos e pétalas.
- Uhm..
- E você ? O que vê ?
- Eu vejo um palco extenso, onde um homem e uma mulher dançam enquanto olham para dentro da alma um do outro. Eu consigo ver o que as palavras presas no silêncio não tem capacidade de mostrar para seu par e embora os olhares sejam o suficiênte para dizer seus sentimentos, ambos sentem falta de palavras amorosas. Eu consigo enxergar a suavidade que percente a pele da mulher e seu tom rosado em cada pétela junto a sua fragilidade, e também vejo o rude desajeitado modo do homem enquanto tenta não ferir seu par com seus espinhos. E mesmo no final ambos tendo suas singularidades e serem tão distantes da perfeição em sua união, ainda existe um harmonia e sincronia em seus passos, pois eles ainda existem no mesmo lugar, presos em laços eternos. Não por obrigação, mas porque suas naturezas o definem assim. Porque um completa o outro.
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