Através das vidraças manchadas pelo tempo ele observava a poluição que usualmente rondava pelos céus de seu mundo. Nada mais era do que um laboratório ( Ou uma estufa ) corroída pelo tempo.
Plantas de espécies mutantes há muito mortas se encontravam organizadas em vasos de metal, as terras em seus interiores ainda estavam lá, com mais metal do que orgânico, mas estava. Não havia mais vida, pois o oxigênio no ar era contaminado por radiação e altamente tóxico para qualquer ser vivo, havia, no entanto, uma pequena borboleta de metal que voava descontraidamente pelo ambiente, rangendo suas juntos enferrujadas a cada batida de suas asas finas. Eram asas simples, com ossos de metal e membranas de vidro, salpicadas por pequenas bolinhas vermelhas. Foi quando ela pousou em uma das velhas vidraças e o vidro azul de suas asas refletiu uma claridade inexistente que o pequeno robô que a observava pôde ter um vislumbre do que era seu céu no passado.
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