domingo, 21 de novembro de 2010
The Glasshouse With Butterfly
Estava caminhando pela autovia quando me deparei com movimentos peculiares nas folhas que beiram o asfalto. Era nada menor do que uma Mariposa se debatendo em agonia, tentando voar. Pobre Mariposa, parecia não ter se dado conta de que metade de sua fina asa estava rasgada e com apenas uma asa ela nunca poderia levantar vôo. Era feia como todos os insetos e infelizmente, ao contrário das borboletas, suas asas não tinham padrões bonitos, quase como quadros desenhados por grandes artistas em momentos torrenciais de inspiração e sim apenas uma coloração morta como madeira podre e algumas listras envelhecidas. Sua força de vontade não terminava facilmente, o vento soprava e a carregava alguns centímetros e ela, em sua impossível graça, tentava pegar carona e atingir o seu sonhado céu. A tristeza inundou meus sentimentos e a simpatia pela pequena criatura cresceu dentro de mim. Foi quando a peguei em minhas mãos e a cobri como se em um casulo, preparando para atirá-la aos céus. E aí que um milagre aconteceu, abri minhas mãos e vi que não mas segurava uma mariposa moribunda e sim uma magnífica borboleta com asas vermelhas e amarelas. Ela bateu suas asas graciosamente e tomou os céus como era de seu direito.
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