sexta-feira, 26 de junho de 2009

For Alice.

Tamanho.

O filho pergunta: Pai, o que existe em cima do céu ?
O pai responde : A escuridão do espaço.
O filho: O que existe depois do espaço ?
O pai: A galáxia.
O filho: E depois da galáxia ?
O pai: Outras galáxias.
O filho: E depois das outras galáxias ?
O pai: Ninguém sabe.

Se você pegar uma ponta de lápis e ampliar vai chegar em um ponto onde a compreensão irá cair em sua mente: A ponta não é sólida, é compostas de átomos que giram como um trilhão de ‘pequenos’ planetas. O que nos parece sólido é apenas uma rede de coisas soltas, mantidas juntas pela gravidade. Vistas na sua real dimensão, as distâncias entre esses átomos podem se tornar quilômetros, abismos, eternidades. Os próprios átomos são compostos de núcleos com prótons e elétrons girando em torno deles. Podemos descer ainda mais até as partículas subatômicas. E depois para o quê ? Para os táquions ? Para nada ? Claro que não. Tudo no universo rejeita o nada, sugerir o término é o único absurdo que existe.
E se nossa existência estiver dentro de um dessas minúsculas partículas. E se a distância entre cada uma fosse do mesmo tamanho da distância entre as galáxias. Talvez o universo como conhecemos não passe de um grão de areia em um deserto gigantesco. E se algum dia chegarmos aos confins do espaço, e esse não for diferente da casta de um ovo para um pintinho. Se quebrarmos uma enorme parede e dermos de cara com um universo monstruosamente maior do que o qual estamos acostumado ? Seria como um peixe ser puxado para fora de seu mundo por um anzol diabólico.

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