sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Some Miracles of Entrails

O irmão mais velho seguia pelo corredor há vários minutos, antes não tinha dado conta de quão ‘sem fim’ era aquele corredor, somente agora que sua velocidade ia diminuindo e sua respiração ficando cada vez mais difícil que parou para pensar na distância que tinha coberto e realizar de que era impossível que aquele corredor fosse tão longo. Parou, então, e se sentou no chão para pensar. Olhou para os lados e viu que não havia mais portas e ele não conseguia ver fim em ambos os lados, apenas escuridão. Um grito de desespero irrompeu através da escuridão, vinha de todos os lados, cima e baixo. “Irmão !”, o irmão mais velho levantou e correu o mais rápido que pode na direção que tinha vindo, o silencia já havia retornado a dominar a sua volta. Depois de correr algum tempo, percebeu que seria inútil continuar sem destino naquele caminho infinito, se posicionou e atravessou uma das paredes de seda e madeira, mas ao chegar do outro lado, viu-se de cara com mais um corredor sem fim. Não tinha ficado muito surpreso com aquilo, apenas pegou ar e continuou a perfurar as paredes. Uma, duas, três... Nada. Apenas o mesmo corredor escuro. Já estava cansado e a ponto de se entregar; Ficar ali e, quem sabe, morrer de fone ou na melhor das hipóteses, alguém se lembraria de sua existência e o fosse procurar e com sorte, o encontrasse ali logo. Outro grito destruiu a calmaria, no mesmo momento o irmão mais velho levantou a cabeça, pensou em seu irmão mais novo e logo já estava atravessando as paredes mais uma vez. Uma, duas, três, quatro... Estava tão apressado em encontrar uma saída que pouco prestava atenção em onde passava, ao entrar em um corredor e se pôr novamente indo contra a parede, acabou tropeçando em algo e batendo de cara no chão de madeira. “Talvez com isso você tenha uma chance”, quando o irmão mais velho se levantou, a menina já tinha evaporado no escuro. Olhou para o chão e viu que uma espada embainhada se encontrava ali. Era vermelha como fogo e no meio daquele escuro, ela reluzia com uma luz tão forte que fez o irmão mais velho se perguntar como foi possível passar por ela sem perceber. Pegou-a, juntou ela contra o peito e correu para atravessar mais uma parede.

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