Ele caminhou pela cidade ignorando os olhares curiosos dos guardas e das poucas pessoas que passando ou fugindo da cidade, ou indo para suas casas. Seus olhos por baixo dos óculos escuros acompanhavam cada movimento dos guardas, tanto os sentados quanto os que se moviam incansavelmente.
Passou pela primeira porta guardada por um guarda em movimento, logo depois por um portão segurado por um guarda sentado. Analisou, sua Colt tinha 5 balas restantes, iria necessitar mais do que isso, mas estava seguro. Toda cidade, não importava o quão danificada fosse, sempre havia um mercante de armamentos onde havia pistoleiro. Passou por um Hotel e uma loja de conveniências.
Logo em seguida por um Saloon estilizado ( Embora já caindo aos pedaços ). Não havia propagandas de venda de Água, imaginou que aquela cidade daria a vida de seus habitantes em troca do sustento.
Finalmente, chegou a “Antiguidades e Munições”, assim que olhou na vitrine já sabia o que iria levar. Uma Box completa de uma Colt Dragoon 1848. Observou-a por um tempo, e adentrou na loja.
Elisa o acompanhava incapaz de se conformar com o fato Dele não dar a mínima para a carnificina exposta a céu aberto. Sentiu vontade de puxar suas duas Desert Eagle e atirar na cabeça de cada um daqueles homens que andavam calmamente com seus revolveres e suas escopetas como se fossem donos do mundo. Mas é claro, eram apenas capangas moribundos e a única coisa que conquistaria matando-os seria declarar guerra com o senhor deles e isso ela não estava preparada para arriscar. Pensou em reclamar com Ele sobre sua falta de desprezo diante de tantos corpos humanos tratados como lixo, mas se Ele não havia comentado nada antes, sabia que suas palavras não iria diferenciar em nada. O acompanhou até a loja, mas não entrou. Esperou na porta como uma vigia.
Nenhum comentário:
Postar um comentário