segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Blade
Seu crânio e seus dedos ossudos eram as únicas partes de seu ser expostas. Para os que viam lá de baixo ( ou lá de cima ), a visão era não melhor do que uma estátueta, uma obra de arte criada por algum artista cujo o senso e a noção do normal já fora roubada há muito. Suas mãos serravam punhos de boxiadores e suas órbitas oculares fitavam o vazio com sua infitia escuridão. Um manto negro estampava uma noite eterna sem estrelas e cobria o que poderia ou não ser parte de seu corpo. Ergia-se acima dos demais, imponente e respeitável. Se mantinha imóvel e silencioso em sua plataforma. Uma madeira avermelhada esculpia uma forma levemente torta portava em seu peito uma mulher vestida com um manto vermelho, colado a seu corpo, dando forma ao mesmo. Seu rosto era coberto por um capuz igualmente vermelho.
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