domingo, 22 de agosto de 2010

Back In Time

Tá dificinho de escrever algo. Pretendia começar um novo Arco hoje, mas parece que minha mente se perdeu em algum lugar longe dos portões do medo e tristeza. Parece ter sido aprisionada nos jardins da fantasia e romantismo. E com isso não é bom escrever algo. Romantismo e tristeza talvez. Medo e fantasia talvez. Mas fantasia e romantismo não mais. Mas pra você que interrompeu o que eu ia dizendo, continuarei.

Ela estava alheia a todos a sua volta e ao mesmo tempo se encaixava perfeitamente na pintura. Era tão pequenina e sonhadora com seus cachos despencando da bandana vermelha e sua jaqueta de couro refletindo e brilhando com os holofotes. Olhava para um lado, olhava para o outro. Parecia estar em busca de algo ou alguém, mas nunca conseguia encontrar e não se movia para procurar. Em sua volta, os motociclistas balançavam a cabeça e cantavam ao som de Freebird, enquanto ela permanecia imóvel com seus olhinhos buscando algo nunca encontrado. Havia ela se perdido dos pais ? Afinal era tão pequena e parecia indefesa no meio de tantos brutos. Só que havia algo diferente na pequena. Estava ali aparentemente perdida e mesmo assim mantinha os olhos firmes e uma expressão de liberdade. No meio do solo virtuoso de Freebird ela pareceu se dar conta de algo ( ou encontrado o alguém ) e saiu do meio do povo, seguindo para longe.
Estranho. Daria para ela 7~8 anos pelo corpo. Mas o olhar. Aquele olhar e aquela expressão não pareciam ser de uma criança. Eram... assustadoramente maduros.

Nenhum comentário:

Postar um comentário