Se eu acreditasse em Karma, diria que na outra vida fui alguém que abandonou todos a seu redor.
Se eu acreditasse em Deus, diria que Lúcifer gosta muito de mim.
Se eu acreditasse em Destino, diria que o alguém ainda não apareceu.
Se eu acreditasse no inevitável, diria que ... bem. Não sei.
Mas como, infelizmente, eu sou descrente de todas as alternativas acima, só me resta aceitar e seguir em frente com uma paciência inexistente em minha cabeça. Nessas horas que eu invejo aqueles que tem fé em algo, pois pelo menos nos momentos de fossa eles podem se agarrar a algo que não seja anti-depressivos e álcool e passar pelo dia de cabeça mais-ou-menos limpa.
Nessas horas, me divido em três estágios. Três níveis.
1; Três dias de cabeça baixa sem longas palavras, afogando em pensamentos e lembranças.
2; Dois dias de cabeça baixa sem longas palavras, afogando em pensamentos e lembranças.
3; Um dia de cabeça baixa, reclamando e falando sozinho.
No momento me encontro no nível 2.
Porque ela foi embora e não tenho nem idéia do quando ela voltará.
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