A chuva de rosas mancham o tapete vermelho como gotas de sangue. O aroma, é claro, é mais doce e suave, porém o desejo não para com o tempo e nem o mesmo o tenta impedir. Aquele calor que vai subindo de leve, dominando a sensação e libertando o desejo dos confins mais profundos da mente.
O movimento não consegue ser interrompido nem que fosse a custo da própria vida, a única importância agora é o contanto entre estranhos. O ambiente ao redor parece estar totalmente a serviço daquela divinidade e os ruídos de fora são ignorados junto ao monte de capas negras no armário.
Tudo serve o fluxo. Tudo a serviço do calor e do vai e vem.
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