E ele me disse: “Apenas vá embora.”
Ora. E o que mais há de fazer nesta terra ?
Tão raros, tão únicos e ainda sim nada mais do que bonecos
Os vejo cavando covas para os próximos como um ritual sem a graça da piedade
Se definem tão poderosos e auto-suficientes e ainda existem em guerra contra a própria carne
Afogados na putrefação da ganância com sorrisos porcos e dentes de madeiras
Seus professores, há, que lecionadores
Em sua sábia ignorância imaginam-se conhecedores da verdade aplicando roteiros pré-escritos em seus futuros governantes.
Da escola da vida, os frutos já são distribuídos podres e velhos.
E dado ao crescimento dos neurônios, raros exemplares são tirados das embalagens
E expostos ao ar escuro das grandes metrópoles ( que com orgulho ) levantaram a troco do que lhes foram dado para sustento.
O meu pai, como me diseste. Apenas irei embora.
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