quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Somnus

Assim como as duas primeiras mulheres, mais duas surgiram e decidiram que seria melhor acompanhar-los, “Seja para onde for que estivermos indo”, pensou o irmão mais novo. Finalmente, quando ele já estava perdendo as esperanças de poder chegar a algum lugar seguindo por aquele corredor, uma luz diferente surgiu a sua frente. Não era mais luz de velas amareladas; pertencia a luminárias brancas e fortes provavelmente penduradas ao teto. “Chegamos, docinho”. Uma mulher atrás dele fechou a porta de correr enquanto as outras iam para o centro do cômodo. Ficaram ali paradas; fitando o irmão mais novo com aqueles sorrisos que trazia arrepios à espinha dele. “Certo, chegamos... Mas... chegamos onde ?”; “Ara ! Pensei que você já soubesse, docinho.”;”Procure em sua mente, amoreco.”;”Sim, procure, pequeno anjo...”;”Não consegue ver em nossos rostos, adorado ?”. O irmão mais novo recuou até a porta e tentou abrir, mas como já era de se esperar, não teve resultado algum. Olhando para as mulheres a sua frente, uma palavra veio a sua mente: “Taheen”, deixou escapulir entre seus lábios em não mais do que um sussurro, já fora o suficiente.

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