“Espere !”, disse enquanto corria de encontro a Ele, “Lá não há nada além de caos e mortes.”
Ele continuou a caminhar. “Não há nada lá ! Todos estamos fugindo de lá ! Você deveria fazer o mesmo. Ei, ta me ouvindo ?”, insistiu, seguindo-O.
Ele parou. “Bem então, você deveria continuar seu caminho. Busque por Água e suprimentos, sobreviva enquanto tens força para o fazer.”, retomou a caminhada sempre olhando para frente.
“Ei, tio ! Você não pode ir sozinho, é suicídio”, enquanto falava, prendia seus cabelos castanhos escuros em longo rabo de cavalo, deixando-a com um rosto duro. “Escuta, se você tiver Trocas, eu posso te ajudar. Ei, ei ! Me ouve !”
Como de costume, num piscar de olhos a Walker Colt já estava nas mãos Dele com o cano mirando para a mulher/menina que estava a suas costas. “Sei que suas intenções são boas, Filha, mas seguirei sozinho para meu caminho e você para o teu. Tenha cuidado e carregue a bênção, Elisa.”
Elisa o fitou, mesmo quando ela já não o mais o via no horizonte, ainda fitava para o fantasma que seus olhos projetavam. Seus óculos escuros simples escondiam seus olhos negros que brilhavam mesmo por de trás das lentes. Olhou para o caminho que deveria tomar, desértico. Aquilo era natural, mas talvez lá houvesse paz, lá houvesse uma vila onde ela poderia viver sem carregar o peso dos ferros em suas pernas. Pensou em Lúcifer. Pensou Nele. Rangeu os dentes e seguiu o caminho que Ele, mais cedo havia seguido.
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