domingo, 25 de abril de 2010

Classic

A guitarra solava em seu ouvido e sua cabeça balançava acompanhando o ritimo
Seus pés dentro de grossas botas preparadas com couro de elefantes doíam, mas Ele não se importava.
A dor, as vezes, era melhor do que não sentir nada.
Ele caminhava e a paisagem não mudava, um enorme deserto de destroços e terra seca via-se a frente
Longe, dentre as ondas de calor e as baforadas de areia quente, Ele começou a ver algo se movendo em sua direção. Não era nada além de um ponto escuro em um fundo crepuscular.
Ele parou e sentou-se na terra quente. Puxou de sua mochila seu cantil. Água, era capricho de luxo para ele ( e para boa parte dos sobreviventes ), levou a boca e a molhou. Sacou a Walker Colt e contou as balas. 5, eram o bastante para se livrar de uma emboscada ou qualquer perigo que poderia se suceder.
O ponto escuro agora já havia tomado forma, e cabelos voando com os sopros de areia, o rebolado era sutil, ainda assim feminino. Se aproximava cada vez mais Dele. Ele apenas observava. Dois Coldres prendiam em sua calça jeans, um em cada coxa. Dois cabos negros saiam deles.
Parou a uma distância segura Dele e desceu sua mão direita para um dos cabos.
“Só estou de passagem, não quero problemas.”
Ele se levantou e a continuou observando, abaixou a cabeça para deixar claro que fitava suas armas.
“Uma menina precisa de proteção.”
Ele olhou para ela e apenas balançou a cabeça em concordância. Arrumou sua mochila e se pois a caminhar.
Antes que estivesse longe o bastante para não poder escutar sua voz, ela gritou:
“Ei ! Para onde está indo ?”
Levantou sua mão e apontou para frente, “Lá”, Ele disse.

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