sábado, 17 de abril de 2010

Simple And Clean

Em sua vista crepuscular, por trás de seus óculos escuros, era possível ver as ondas de calor deformando ao longo da paisagem desértica. Não O incomodava o calor, tão pouco a falta sinais de civilização viva.
Ele caminhava por destroços de automóveis, as vezes passava por casas há muito abandonadas ou queimadas pelo incansável esforço do Sol
Para quando encontrava corpos em decomposições, já em estados tão pútridos que nem mesmo as mais carniceiras aves tinham interesse. Vasculhava seus pertences em busca de algo que Lhe fosse útil e continuava a caminhar, seguindo em frente. Sempre.
Parou, então, ao ouvir um som longínquo. Abaixou-se com calma e pôs a palma de sua mão na areia fervente abaixo de seus pés. O tremor era leve, porém notável e Ele sabia que havia algo a caminho e que vinha acompanhado.
Vasculhou sua mochila pelo que julgou ser útil para situação, deixando o importante lá dentro escondido. Olhou, rapidamente, a seu redor em busca de uma camuflagem para sua mochila e encontrou um velho carrinho de compras repleto de metais retorcidos. Os roncos agora eram audíveis e a terra parecia tremer mais freneticamente.
Sentou-se, pegou um pedaço de carne seca e o mastigou pacientemente a espera do que poderia estar vindo a seu encontro.
As Motocicletas rugiam com seus canos de descarga alterados para produzir sons berrantes e chamativos. Foram se aproximando, 3...4...5.
Tumultuando, praguejando com gosto e rindo alto, O rodearam. O Homem, que parecia ser o líder da Gangue, vestido de um longo sobretudo marrom surrado, óculos Ray-Ban, e uma cartola inglesa preta desceu de sua moto e caminhou até Ele.
Estava armado com uma Walker Colt bem lustrada e polida. O Cinto caía torto em sua bacia rodeado por balas brilhantes. Se aproximou Dele com cautela. Ajoelhou-se e tentou olhar por de trás dos óculos Dele.
“Você, por acaso, não poderia ter visto um demônio por aí, poderia ? Sabe, dentes grandes, pele negra e cifres aterrorizantes.” Perguntou o homem, aproximando seu rosto cada vez mais a face Dele.
“Demônios foram banidos depois da Grande Guerra, pelo que tenho conhecimento.” – Respondeu.
“Sim, você vê... Me chamo Cas. Castiel, para dizer a verdade. E me encarregaram com essa missão tediosa de caçar o “Último demônio a caminhar nesse solo”, assim eles dizem.”
Levantando-se, Ele respondeu, novamente: “Essa é sua causa e eu não posso ajuda-lo.”
Ajeitou suas roupas e seus óculos. “Preciso que me conceda licença.”
Castiel o fitou de cima a baixo. “Sem provisões, apenas este pedaço de carne. Não irá durar mais um dia. Não há o que caçar por aqui. Venha comigo.”
Ele olhou para Castiel parecendo ponderar sobre a proposta. “Derá de desculpar minha falta de cooperação.” Se pôs a andar quando Cas O impediu segurando Seu braço direito. “Escuta, cara. Só estou tentando ajudar aqui.”
Ele olhou Castiel, por trás de seus óculos escuros os olhos inflamavam de raiva. Em um piscar de olhos a Walker Colt de Castiel jazia nas mãos Dele com o longo cano dando de frente a testa de Cas.
“Sigam seu caminho que seguirei o meu.”

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