quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Down Where I Am

Achei coisas velhas. =)

Quinta-feira. Um comum dia, excerto para três famílias e em especial uma meiga menina, em uma pequena cidade denominada ‘Bom Jardim’. A chegada de um estranho que vinha de longe era aguardada naquele frio dia.
Com um andar curioso e modos mais ainda, o estranho rapaz vestido de preto chega até aquela pacata cidadezinha. Lá, dois amigos o aguardam, para levar-lo até suas casas. Após conhecer a família dos seus amigos, o rapaz vai a rua, ansiando por encontrar alguém, qual pela tamanha vontade, demonstrava ser de extrema importância àquele pobre menino. Sentado na praça frente a uma igreja, através de um olhar esperançoso busca ele por todos os cantos, firmemente, pela tão esperada pessoa. Tomado pela ansiedade, o rapaz escuta uma pura e doce voz, como o cantar de anjos ecoando pelos seus ouvidos, a perguntar: ‘Ricardo... ?’; O menino maravilhado vira-se e lá a vê... Sua amada, por quem tanto esperava ver, impecavelmente linda, a visão mais bela que ele haveria de ter por toda sua vida. Estupefato pela beleza de sua amada, o rapaz sem palavras sem ao menos uma idéia do que dizer diante de tal única situação faz uma pergunta fútil, com o desejo de apenas escutar novamente aquela esplendida voz. A meiga menina o responde de uma forma um tanto ‘contente’, que deixa o rapaz com uma certa segurança. Após uma troca de olhares, os dois finalmente se abraçam, um curto, porém extremamente apaixonado e confortante abraço. Uma rápida troca de palavras acontece, logo seguida de um beijo. Durante aqueles poucos segundos, o rapaz se sente no céu, a provar do mais puro ‘néctar’ do amor, sensação qual nunca havia sentido igual, tão intensa, forte, era como se estivesse no paraíso. Novamente são trocadas algumas palavras entre os dois apaixonados; movem-se para outro lugar e logo começam a olhar fixamente nos olhos um do outro. O rapaz pudera ver nos olhos de sua amada, tão verdes e suaves como os lindos mares de sua cidade natal, todo e qualquer sentimento que a menina estivesse a sentir, ele soube que a podia entender mais do nunca.
As horas passam como segundos. A cada abraço trocado, cada beijo dado, o menino se sentia em um lugar onde somente os dois existissem, provando das mais doces e calorosas nuvens, voando pelo infinito claro céu azul, prazer indescritível. Às vezes ficavam parados com os rostos colados, o rapaz apenas observava o perfeito e meigo rosto de sua amada, enquanto ela caminhava com seus macios dedos levemente pelo seu rosto, em certas horas, a doce menina dava um sorriso gentil como se estivesse a dizer algo, o rapaz a responde da mesma forma; com um simples sorriso, porém de extrema felicidade. Sem dizer qualquer palavra, mesmo quietos, os dois estariam trocando provas de amor através das frases não ditas. O silêncio entre os dois confortava o menino. Ele sabia que não precisava expressar com palavras como se sentia, seus olhos já o diziam.

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