sábado, 3 de outubro de 2009

Redemption

Olhe para tudo isso. O mundo está em ruínas. Ninguém sabe quando ou por que isso começou, só sabem que está acontecendo e todos são obrigados a conviver (morrer) com isso. Os grandes prédios já desabaram sob suas fraquezas e os que ainda restam, estão perdendo para a corrosão em seu coração. Os pequenos casebres já viraram poeira e os que ainda resistem, não passam de restos apodrecidos do que já foram lares. O céu sempre está negro, é noite até mesmo em pleno dia. E o ar é pesado como os antigos caminhões, aqueles que o conseguem inalar são raros e os que não conseguem, já não passam de pó sob o vento que constantemente castiga esse mundo arruinado. Os humanos, aqueles que ainda conseguem sobreviver, não possuem mais nada no coração a não ser o desespero e em seus cérebros, a fome domina como um cão sarnento diante de um prato de comida. Mas não há comida nesse mundo. Nem sequer sobras. A única comida são os próprios. Como os tolos de natureza que são, no momento do terror ao invés de resistirem em união, os humanos criam guerra. E os mortos são servidos como jantar para os vencedores.
O mundo está em ruínas. A vida já não possui mais vida.
Mas olhe; Existem roedores. Brancos. Com os olhos vermelhos como as chamas do inferno. São os únicos saudáveis, os únicos fortes o bastante para sobreviver a ruína. São tão surreais, possuindo tanta vida no meio de tanta morte.
Mas são apenas três.
Pois o mundo está em ruínas.

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