- Parece que estamos chegando ao final. É uma pena, mas toda jornada chega a seu término.
A décima primeira vela acendeu.
Os convidados estavam tremendo mais do que poderiam. Seus corpos começaram a inchar, mas não como balões de ar, e sim como se estivessem injetando massas dentro de suas peles. As veias iam ficando cada vez mais visíveis. Cresceram como um bolo, até se tornarem apenas uma montanha de massa cor de pele suprindo todo o espaço, excerto onde a chama da vela balançava solitária e indiferente.
Onze das doze.
- Pois bem ! Vamos ao último.
A última vela acendeu.
Diferente de todas as outras mesas, nessa apenas tinha uma mulher solitária. Seus cabelos eram curtos, com um corte um tanto masculino. Seus lábios azuis assim como o contorno de seus olhos.
- Ora ! – Se espantou Deanborne. – Alguém fugiu da minha regra ?
Em um piscar de olhos, a mulher se encontrava de frente a Deanborne, encarado-o levantando pouco o queixo.
- O que te... – Sua fala foi interrompida por um beijo. Carinhoso e selvagem, molhado e seco, amoroso e odioso. A mulher com movimentos rápidos despiu-se e o despiu. O jogou no chão frio e logo montou em cima dele. Seu movimento era constante, subia e descia. Nada de mais ali, para Deanborne, tinha sido estranho aquele ato, mas ele só poderia aproveitar uma vez que já estava acontecendo. Trocaram de lugar, as mãos dela, frias como aço, se enrolaram nas costas de Deanborne. E de suas unhas, lâmina foram brotando. Rasgando a pele de Deanborne deixando sua espinha a mostra. O sangue escorria, mas ele não parecia sentir a menor dor. Estava muito ocupado sentindo outra coisa. A mulher continuou a rasgá-lo impiedosamente. “Parece até um sonho” pensou Deanborne pouco antes de seu orgasmo. Pouco antes de sua morte.
TEH ENDI.
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